Luís Neves mantém-se no Governo: “Nada me vai afastar deste cargo”
- 01/09/2026 08:05
- Redação
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, defendeu esta terça-feira que não irá abandonar o cargo no Governo, apesar da ameaça do Chega de avançar com uma moção de censura, e disse que "nada o intimida ou condiciona".
Em conferência de imprensa durante uma cerimónia da PSP na Madeira, e em menos de 15 minutos, Luís Neves reconheceu que cometeu "um ou outro erro", salientou o seu trabalho feito na Polícia Judiciária, mas evitou certos pontos relativos ao período em que era diretor da PJ e que estão a ser alvo de investigação.
O governante criticou as "acusações com o pretexo de grandes investigações" que disse serem sustentadas por "inveja e falsidade" daqueles que afastou, referindo-se à Polícia Judiciária, e defendeu que combateu “todo o tipo de crime violento, o terrorismo, o tráfico violento” e que investigou sempre com provas.
"Há quem condene adversários sem provas. Sem provas não há acusação, há difamação”, referiu o ministro, indicando que estará sempre disponível para o escrutínio judicial, político ou jornalístico.
Sobre o carro apreendido que está a ser usado a nível pessoal, Luís Neves defendeu que "os bens do crime, sempre que a lei o permitam, devem ser colocados em primeiro lugar ao serviço de quem combate o crime".
"Há quem veja nisso um escândalo, por pura ignorância ou apenas má-fé. Cometi um ou outro erro, que já o reconheci com toda a humildade, mas que não põe em causa a minha ação", sublinhou.
Luís Neves criticou ainda o presidente do Chega, André Ventura, por lhe chamar de "gangster", e deixou mensagens políticas.
"O país tem de acordar do que está a acontecer. O populismo não quer, nunca quis, instituições fortes, quer instituições suficientemente fragilizadas para que apenas a sua voz pareça credível. Não quer uma política de segurança, quer uma política de medo, de coação, de receio. Não quer respostas, quer suspeitas permanentes porque vive politicamente delas. Quem transforma todos os dias a segurança num espetáculo não está a proteger os portugueses, está a explorar os seus receios, os seus medos", afirmou.
O ministro referiu ainda que "nunca esteve tão presente" e criticou quem escolheu "lançar suspeitas, atacar a honra e tentar intimidar como base da mentira".
"A mim não me intimidam, jamais me intimidarão. Daqui digo, com pessoal serenidade e total firmeza. Nada disto me intimida ou condiciona. Nada disto me impedirá de governar. Nada me vai afastar daquilo que me levou a aceitar este cargo. Podem continuar a insultar, eu vou continuar a trabalhar. Há quem precise do caos para crescer. Nós trabalhamos para proteger e fortalecer Portugal e a nossa gente", terminou o ministro.