Montenegro finta polémica sobre MAI e apela contra efeitos da "manipulação" e "insinuação"
- 01/09/2026 14:54
- Redação
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, salientou na tarde desta terça-feira a "responsabilidade de quem informa" no momento de "escolher o que é transmitido, como é transmitido, quando é transmitido, equilibrando tudo o que acontece, selecionando o que é relevante para alcançar a totalidade da nossa população".
Fintando a polémica em torno do ministro da Administração Interna e com a ameaça de uma moção de censura apresentada pelo Chega, Montenegro referiu mesmo que "esta é uma grande responsabilidade num mundo marcado pela desinformação, manipulação, deturpação e insinuação".
O primeiro-ministro falava na inauguração da nova Avenida Francisco Pinto Balsemão, em homenagem ao fundador do PSD e do grupo de comunicação Impresa, que se fosse vivo completaria esta terça-feira 89 anos. O troço tem cerca de dois quilómetros e meio ao longo da clássica estrada de Cascais, em frente ao mar e perto da casa onde o antigo chefe de governo viveu largos anos, na Quinta da Marinha.
Destacando o exemplo de Balsemão, o primeiro-ministro referiu o "rigor, o espírito livre, o princípio da verdade" que diz determinarem "um futuro mais brilhante". Luís Montenegro discursava no interior do Forte de São Jorge de Oitavos, em Cascais, após a curta cerimónia de descerramento da placa da nova Avenida, onde fez questão de dizer que não devemos ter medo de nada, dando o exemplo das novas tecnologias e da utilização da Inteligência Artificial (IA).
Está, assim, inaugurada a nova Avenida Francisco Pinto Balsemão, em Cascais, onde o primeiro-ministro, Luís Montenegro, elogiou o fundador do PPD-PSD, deixando uma nota sobre a "dimensão da sua personalidade", referindo que o antigo jornalista "não está entre nós, deixou-nos, mas não morreu, porque o seu exemplo e obra e forma de estar são justamente lembrados a cada momento por muitos".
"Temos todos de lutar neste contexto novo", apelou o primeiro-ministro, referindo a importância dos "princípios da liberdade de opção". "Não podemos colocar em causa a responsabilidade uns com os outros", referindo, por exemplo, "a relação entre os povos".
"Temos uma responsabilidade maior do que noutras alturas da nossa História", salientou ainda o primeiro-ministro, referindo ainda sobre Balsemão que "também não era fácil", confessando que "muitas vezes gostava de ter tido o apoio" do fundador do PSD. "Mas não tive", concluiu, referindo que a relação entre ambos culminou numa "solidariedade" que considera que nenhum dos seus antecessores teve.
Montenegro evitou as perguntas dos jornalistas, quer à chegada a Cascais quer no final da cerimónia, não respondendo a quaisquer perguntas. Na cerimónia estiveram diversos familiares de Balsemão e jornalistas do grupo Impresa e antigos ministros do PSD, como Faria de Oliveira, ou o atual ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, ex-vice-presidente da câmara de Cascais e a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes. O descerramento da placa obrigou ao corte momentâneo da estrada de Cascais, junto ao forte de São Jorge de Oitavos, cujo interior foi o palco das intervenções.