Um em cada três hectares ardidos em Portugal teve origem em fogo posto
- 02/09/2026 08:40
- Redação
Até ao final do mês de agosto, Portugal foi o país com maior percentagem de área ardida da União Europeia, com mais de 0,7% de todo o território nacional queimado desde o início do ano.
O número fica atrás dos hectares de área ardida do último ano — eram 254 mil hectares no mesmo período do ano passado — e também abaixo da média dos últimos 10 anos em Portugal (que fica nos 90 mil hectares de área ardida por ano), mas causa alarme quando comparado com o resto da União Europeia.
Espanha, que tem quatro vezes mais área ardida que Portugal, não tem uma percentagem tão alta da área ardida: os 295 mil hectares traduzem-se em 0,58% de todo o território espanhol.
Itália é o segundo país europeu com maior área ardida, 103 mil hectares, que representam 0,35% de todo o país.
Os números do SGIFR mostram também que 21 mil hectares do que ardeu este ano foi por incendiarismo, ou seja, fogo posto. Tal representa quase um terço de toda a área ardida, sendo que há ainda vários incêndios com causa por investigar.
Até 15 de agosto, foram detidas 165 pessoas por incêndio florestal, em relação às 42 detenções no ano passado.
Na altura, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, falou em mão criminosa: "Não é de noite que há condições para o surgimento de ignições e logo duas ignições por volta das 02h00, 03h00 da manhã."
O número de incêndios registados é de 6.927, um aumento em relação ao mesmo período do ano passado — eram 6.474 no final de agosto de 2025. O SGIFR refere ainda que 45% da área ardida no país é floresta, 46% é mato e apenas 9% é agricultura.