Estado já vendeu em leilão online mais de 8 mil milhões em bens penhorados e apreendidos
- 02/09/2026 13:48
- Redação
A plataforma e-leilões foi criada há 10 anos, para vender bens penhorados. Hoje, já inclui “bens apreendidos, recuperados ou declarados perdidos a favor do Estado” em processos-crime, assim como ativos fruto de insolvências.
Para participar nestes leilões basta estar registado na plataforma e-leilões, que é gerida pela Ordem dos Solicitadores e Agentes de Execução.
Os bens imóveis são os mais licitados, desde prédios a apartamentos, moradias ou terrenos. Em 10 anos, as vendas nesta categoria chegaram aos 7,8 mil milhões de euros, com mais de um milhão de licitações.
Nos últimos anos, os direitos passaram a ser a segunda categoria mais procurada, já foram vendidas partes ou quotas de heranças por um valor total de 153,7 milhões de euros.
Os veículos ocupam agora a terceira posição, seguidos de bens mobiliários, que podem incluir maquinaria, peças de ouro e prata ou obras de arte.
Apesar de ter aumentado a procura, em média apenas 42% das vendas é realizada no primeiro leilão do bem. A maioria, regressa a leilão. Quando não há procura suficiente, a venda passa a “negociação particular”.
Em regra, “o bem será sempre vendido”, garante Mara Fernandes. No entanto, “poderá ter de ser reduzido o valor, de acordo com as partes e com o devido requerimento ao juíz”, explica.
A presidente do Conselho Profissional do Colégio dos Agentes de Execução assegura que a procura internacional também aumentou com esta plataforma, apesar de não haver números concretos, isto porque os interessados têm de apresentar um número de contribuinte e morada nacionais.
Na primeira década em funcionamento, até julho de 2026, a plataforma e-leilões vendeu mais de 8 mil milhões de euros em bens, em mais de 105 mil leilões realizados, que contaram com 1.41 milhões de licitações.
Lançada em 2016 e renovada em 2024, a plataforma e-Leilões.pt está acessível a qualquer interessado através do respetivo sítio na Internet.