Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para agendar a moção de censura
- 02/09/2026 14:43
- Redação
Segundo o regimento da Assembleia, o debate “inicia-se no terceiro dia parlamentar subsequente à apresentação da moção de censura”, mas nesta altura ainda decorre o período de interrupção e Aguiar-Branco quer saber com os partidos a partir de que data se deve contar os três dias para a discussão.
“A retoma dos trabalhos parlamentares em situação ordinária só acontece no dia 15 de setembro, e eu quero avaliar com os líderes parlamentares, precisamente, a definição da data a partir da qual se deve contar os três dias para efeitos de levar a discussão na Assembleia da República. É isso que iremos, com certeza, resolver amanhã”, disse Aguiar-Branco.
Em declarações aos jornalistas em Madalena do Pico, nos Açores, Aguiar-Branco referiu que vai “convocar uma Conferência de Líderes para amanhã [quinta-feira], em que participarei de forma remota”. A reunião está marcada para as 15h30.
O presidente da Assembleia da República, que iniciou esta quarta-feira uma visita aos Açores, às ilhas do Pico e do Faial que se prolonga até sexta-feira, revelou ainda que recebeu uma mensagem de WhatsApp de André Ventura a informá-lo da entrega desta moção de censura ao Governo de Luís Montenegro.
“O doutor André Ventura não falou comigo, mas mandou-me uma mensagem dando nota que ia dar entrada da moção de censura, e enviando também a cópia da mesma. Sim, mandou-me por WhatsApp”, disse o presidente da Assembleia.
O Chega entregou, esta quarta-feira à tarde no Parlamento, uma moção de censura ao Governo intitulada “Pelo fim de um Governo sem autoridade política, incapaz de assumir responsabilidades e de garantir confiança nas instituições”.
Em conferência de imprensa, André Ventura justificou esta moção com o objetivo de “censurar Luís Montenegro e o governo pela manutenção de Luís Neves no cargo de ministro da Administração Interna”.
Esta é a primeira moção de censura ao XXV Governo liderado por Luís Montenegro, mas é a quarta vez que o Chega apresenta moções de censura, duas aos governos socialistas de António Costa e duas, com a de hoje, ao governo e primeiro-ministro Luís Montenegro.