O fascínio da Itália

O fascínio da Itália

  • 03/09/2026 00:00
  • Redação

De repente, o futebol italiano transformou-se no maior “el dourado” para os futebolistas portugueses. Os mais recentes, a mudarem-se com armas e bagagens para um país com muita história, e não apenas no jogo, saíram do Sporting em busca de uma nova aventura que os volte a colocar na órbita dos grandes clubes europeus.

Carlos Gonçalves, também conhecido por Pote, e Daniel Bragança viram assim coroada de êxito a sua tentativa de procurarem novos rumos, talvez mais aliciantes, e susceptíveis de darem uma nova e melhor marca à qualidade do seu futebol, depois de no seu clube, o Sporting, estarem claramente a fechar-se-lhes todas as portas, com a clara ameaça da interrupção de carreiras que ainda têm certamente muitas páginas para escrever.

De repente, o futebol transalpino transformou-se na “moira encantada” a que muitos não foram capazes de resistir.

Neste momento, atingem o antes impensável número de 18 o total de futebolistas portugueses que optaram por rumar àquele país, para ali poderem concretizar sonhos que não lhes foi possível transformar em realidade no sítio onde nasceram.

No futebol italiano, com longa e farta história no futebol mundial, já pontificaram nomes de grande sucesso internacional.

No que nos diz respeito, basta recordar Rui Costa e Fernando Couto, que obtiveram grande sucesso e onde prestigiaram seu país onde deram os primeiros pontapés na bola.

Rui Costa fez história e ainda hoje é uma grande saudade em Florença, enquanto Fernando Couto também é recordado tanto em Parma como em Roma, onde permaneceu durante sete anos vestindo a camisola da Lázio.

Depois da Inglaterra, a Itália transformou-se no grande sonho de muitos futebolistas nacionais.

E vale a pena pensar que têm razão: trata-se de um país cujo futebol paga de forma volumosa a quantos servem o seu futebol, e cujo prestígio mundial é também um chamariz de inegável qualidade.

Depois dos fabulosos tempos de Maradona, que transformou o Nápoles num clube de projecção mundial, a rivalizar com os adversários de Roma, Milão e Turim, depois de nunca ter conseguido chegar a campeão nacional, eis agora um novo tempo, protagonizado por novas gerações, às quais todos os portugueses se vão manter muito atentos nos tempos mais chegados.

  • Fonte: Rádio Renascença
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