El Niño, o pior ainda está por vir? ONU diz que vai durar até fevereiro de 2027

El Niño, o pior ainda está por vir? ONU diz que vai durar até fevereiro de 2027

  • 03/09/2026 04:31
  • Redação

O fenómeno meteorológico El Niño deverá intensificar-se ainda mais ao longo de 2027, aumentando os riscos de condições meteorológicas extremas no próximo ano, afirmou na quinta-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

A agência meteorológica da ONU afirmou que as previsões indicavam uma probabilidade de quase 100% de que o El Niño persista até fevereiro de 2027, impulsionado por temperaturas excecionalmente elevadas no Oceano Pacífico.

"O El Niño atingirá o seu pico no final de 2026, mas os seus impactos serão sentidos muito depois disso, incluindo nas temperaturas globais. O poderoso El Niño de 2023-2024 contribuiu para que 2024 fosse o ano mais quente de que há registo. Não devemos ficar surpreendidos se esse recorde for batido", afirmou Celeste Saulo, secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial.

Já Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, declarou que o El Niño "está a tornar-se cada vez mais intenso diante dos nossos olhos. A ciência não deixa margem para dúvidas: o planeta encontra-se em águas desconhecidas, e essas águas estão a aquecer”,

O El Niño é um aquecimento periódico das temperaturas da superfície do mar no Pacífico oriental, causado pelo enfraquecimento dos ventos alísios (fluxos de ar regulares e constantes que sopram de leste para oeste, das zonas de alta pressão subtropical em direção à baixa pressão equatorial).

Ocorre naturalmente a cada dois a sete anos e tende a durar até 12 meses, provocando chuvas intensas e secas em toda a América Latina.

O fenómeno deste ano já teve impactos nas matérias-primas agrícolas nas zonas tropicais, causando uma grave crise alimentar em todo o corredor seco da América Central.

Está previsto que atinja o seu pico no final deste ano, afirmou a OMM num comunicado.

A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, afirmou que a organização está a intensificar os esforços de preparação e alerta precoce.

“A OMM está empenhada em trabalhar em estreita colaboração com parceiros das Nações Unidas e do sistema humanitário para fornecer a informação climática e os conhecimentos necessários para apoiar a gestão de catástrofes e as medidas sensíveis ao clima”, disse.

  • Fonte: Rádio Renascença
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