Hospital de Setúbal só vai receber grávidas encaminhadas pelo INEM. "Modelo não está a falhar", garante SNS
- 03/09/2026 11:24
- Redação
A urgência de Obstetrícia do Hospital de Setúbal só vai receber grávidas encaminhadas pelo INEM pelo menos até ao início de outubro, devido à falta de médicos.
Em declarações aos jornalistas após visita à Unidade Local de Saúde de Matosinhos, o diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde, Álvaro Santos Almeida, garante que a situação na região da Península de Setúbal está melhor, apesar de alguns constrangimentos.
"O modelo não está a falhar, pelo contrário, porque são duas situações em que as urgências estão a funcionar. Estão a receber os doentes urgentes, só não estão com as portas totalmente abertas. A alternativa, o modelo que existia antes das urgências centralizadas, é que as urgências estavam fechadas. Não é a resposta ideal, mas há resposta", assume Santos Almeida.
O diretor-executivo do SNS referiu que o Hospital Amadora-Sintra é o "caso extremo" e uma "situação muito procupante".
"Os problemas estruturais do Hospital Fernando da Fonseca podem ser resolvidos de várias formas, nenhuma delas no curto prazo. A situação no Fernando da Fonseca é uma situação estrutural. Porque não é só a questão de falta de médicos e falta de enfermeiros", considerou, apontando a uma "grande percentagem da população da ULS Amadora-Sintra que não tem médico de família".
Álvaro Santos Almeida apontou ainda os maiores problemas para outros dois hospitais da região de Lisboa e Setúbal: Barreiro e Hospital de Santa Maria.
Segundo o portal do SNS, o tempo de espera para primeira observação de doentes urgentes (com pulseira amarela atribuída na triagem) no Hospital Amadora-Sintra estava, nesta quinta-feira de manhã, quase nas 11 horas.
O sistema de triagem têm um atendimento recomendado de 60 minutos para casos urgentes (pulseira amarela), enquanto doentes muito urgentes (pulseira laranja) têm um atendimento recomendado nos 10 minutos seguintes à triagem.