PGR revela que Luís Neves está envolvido em cinco processos na justiça
- 03/09/2026 12:12
- Redação
O procurador-geral da República, Amadeu Guerra, avançou esta quinta-feira que os dois processos que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves, "não estiveram parados" durante as férias judiciais e garantiu que "todas as pessoas são investigadas, sem exceção".
Em declarações aos jornalistas, o responsável máximo da Procuradoria-Geral da República diz que "não há previsões" em relação ao despacho final destas investigações. Ao todo correm cinco processos diferentes relacionados com o ministro.
"Os processos estão em investigação e os dois mais importantes considerámos de natureza urgente. Foram processados e tramitados durante as férias judiciais. Não estiveram parados. Dada a urgência, andaram durante as férias. O do atrelado e este relativamente aos aspetos da construção", afirmou Amadeu Guerra, em Évora.
Os dois considerados mais urgentes são uma investigação no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa relativa ao atrelado, diretamente assumido pelo Ministério Público e um inquérito no DIAP de Évora sobre as obras de construção realizadas na casa de Luís Neves.
Há ainda outro processo de âmbito penal, o da utilização por parte de Luís Neves de uma viatura apreendida a um traficante de droga.
No âmbito criminal, há uma ação no Tribunal de Contas e uma investigação administrativa a decorrer em Beja, que tem como foco a casa de Luís Neves no Alentejo.
Amadeu Guerra vincou que o Ministério Público não fará qualquer diferenciação entre cidadãos e afastou a existência de constrangimentos nas investigações, mas não avança uma previsão para o despacho final: "Neste momento não tenho previsão nenhuma. Iniciaram-se agora os trabalhos em termos de atividade. Não vou falar em previsões. Queremos que acabem o mais rapidamente possível, que seja dado despacho final o mais rapidamente possível", disse.
O procurador-Geral da República indicou ainda que não haverá "diferenciações" por se tratar de um ministro: "Investigamos todas as pessoas, independentemente da situação e dos cargos", concluiu.