Moção de censura "consensual" no Chega, apesar de "diferenças" internas sobre fundamentos
- 03/09/2026 12:24
- Redação
Das questões da Defesa, com a polémica compra das fragatas a Itália, à eterna crise das urgências na Saúde ou o problema da Habitação, chegou a ponderar-se um texto mais abrangente, que acabou por não acontecer.
"Perante a degradação acumulada da credibilidade do XXV Governo Constitucional, perante a inação do primeiro-ministro no caso do ministro da Administração Interna, perante o avolumar de dúvidas que continuam sem resposta suficiente e perante os falhanços de execução em áreas essenciais do Estado, o Chega considera que este executivo deixou de reunir condições políticas para continuar a governar Portugal", lê-se ainda na moção.
A demora no anúncio teve também a ver com a ponderação sobre os custos eleitorais para o partido em lançar a legislatura para um novo tropeção, mas no Chega olha-se para trás para justificar a decisão.
O fator Seguro teve peso na decisão de Ventura. “Foi ponderada a responsabilidade de provocar eleições e ir contra o que defende o Presidente da República”, assume um dirigente do partido, sendo conhecido o esforço de Belém em manter a estabilidade política e o cumprimento integral da legislatura.