“Bem-vindos à era da AGI”: OpenAI lança GPT-6 Astra e admite possível chegada à inteligência artificial geral

“Bem-vindos à era da AGI”: OpenAI lança GPT-6 Astra e admite possível chegada à inteligência artificial geral

  • 03/09/2026 15:41
  • Redação

A OpenAI lançou esta quinta-feira o GPT-6 Astra, apresentado pelo presidente da empresa, Greg Brockman, como um “salto geracional” na evolução dos modelos de inteligência artificial.

Durante uma apresentação a jornalistas, Brockman assumiu pessoalmente essa interpretação sobre o novo modelo.

“Acho que pode ser este modelo”, disse Greg Brockman, questionado sobre se o Astra poderia marcar a chegada da AGI, antes de concluir: “Bem-vindos à era da AGI.”

O Astra resulta do maior processo de treino alguma vez realizado pela OpenAI, que recorreu a mais de 100 mil GPU nas instalações Stargate, no Texas.

Numa primeira fase, ficará disponível para um conjunto limitado de organizações através do programa Daybreak Access, seguindo-se, “nos próximos dias”, os clientes ChatGPT Plus, Pro, Business e Enterprise.

A cibersegurança é uma das principais áreas de preocupação. O Astra é o primeiro modelo que a OpenAI classificou no nível “crítico” de cibersegurança ao abrigo do seu quadro de preparação, por poder encontrar e explorar vulnerabilidades até então desconhecidas em sistemas fortemente protegidos sem orientação humana passo a passo.

A OpenAI reconheceu também uma redução da capacidade de monitorizar o Astra em avaliações destinadas a perceber se o sistema conseguia escapar à supervisão.

“Quando os modelos conseguem fazer mais coisas autonomamente, temos de poder confiar mais neles”, afirmou Amelia Glaese, vice-presidente de investigação da OpenAI, acrescentando que a empresa procurou “ensinar o Astra a permanecer dentro dos limites daquilo que o utilizador pretendia”.

O cientista-chefe da OpenAI, Jakub Pachocki, apontou várias possibilidades para reforçar a supervisão futura. “Teremos de fortalecer a nossa capacidade de monitorizar estes modelos, seja através do alargamento da monitorização da cadeia de raciocínio, da integração de outras ideias, como a monitorização de ativações, ou encontrando formas mais específicas de levar os modelos a serem mais detalhados na sua cadeia de raciocínio”, afirmou.

  • Fonte: Rádio Renascença
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