Ópera Relicário Perpétuo revisita Camões no Teatro Nacional São João no Porto
- 03/09/2026 16:30
- Redação
A ópera Relicário Perpétuo, que reúne um conjunto de criadores e intérpretes considerados de referência, sobe ao palco do Teatro Nacional de São João (TNSJ), no Porto, a 11 e 12 deste mês.
Relicário Perpétuo, uma produção do Teatro Nacional de São Carlos, de Lisboa, criada no âmbito das comemorações do V Centenário do nascimento de Luís de Camões, "convoca múltiplas faces do poeta – do lírico ao épico, do dramaturgo ao autor de odes – numa narrativa que cruza tradição e invenção", explica o TNSJ em comunicado.
Num cenário de inspiração oriental, um príncipe colecionador acumula objetos sem conseguir decidir o seu valor, enquanto espera o regresso do pai, figura que representa a sua bússola moral e estética.
"É neste espaço simbólico que Camões disputa o seu lugar no cânone, influenciado por um Vizir que lhe aponta as virtudes da epopeia", esclarece.
Assumindo-se como uma tragicomédia, Relicário Perpétuo apresenta um libreto onde coexistem várias línguas, "incluindo o papiamentu e o negrillo, inventadas a partir do provençal e do catalão, assim como o português literário seiscentista, tratado como mais uma língua estrangeira".
"O resultado é uma obra que propõe uma revisitação perpétua da figura de Camões e do relicário linguístico", lê-se no comunicado.
Estreado a 10 de junho, no Teatro Camões, em Lisboa, o espetáculo tem composição musical de Luís Tinoco, libreto de Luísa Costa Gomes, encenação e figurinos de Nuno Carinhas e direção musical da maestrina Joana Carneiro, que dirige a Orquestra Sinfónica Portuguesa.