Milei promete sanções a empresas petrolíferas nas Malvinas
- 04/09/2026 00:54
- Redação
O presidente da Argentina, Javier Milei, admite reforçar as sanções contra as empresas envolvidas em projetos petrolíferos nas Ilhas Malvinas.
Através de um discurso televisivo, Milei afirmou que iria assinar um decreto para acelerar a aplicação de sanções, ao abrigo da legislação argentina, contra as empresas que participam na extração de petróleo e gás num território que a Argentina considera seu, mas que continua sob controlo britânico.
Segundo o líder argentino, as sanções visam não só às empresas envolvidas, mas também os seus acionistas, administradores e fornecedores.
"Continuaremos a proibir a atuação em território argentino de empresas envolvidas, direta ou indiretamente, em projetos nas ilhas sem autorização argentina", afirmou Milei.
O líder argentino admitiu ainda a emissão de um decreto de emergência para aumentar os recursos destinados à defesa, com vista à construção de uma base naval na vizinha província da Terra do Fogo e ao reforço das capacidades de telecomunicações.
Milei acrescentou que iria enviar ao Congresso um projeto de lei urgente sobre a "defesa da soberania nacional", para endurecer as sanções aplicáveis a operações não autorizadas nas proximidades das ilhas, alargar as sanções aos fornecedores e ampliar o quadro jurídico de modo a abranger outras atividades que afetem os recursos naturais da Argentina.
Estas declarações de Javier Milei contrariam apelos anteriores de uma disputa das Malvinas resolvida por via diplomática.
As Malvinas, um território ultramarino britânico situado a cerca de 500 quilómetros a leste do continente argentino, são há muito reivindicadas pela Argentina. O Reino Unido controla as ilhas desde 1833, e os dois países travaram uma breve guerra pelo território em 1982.