Governo diz que moção de censura do Chega é uma "coreografia" que o país não quer dançar

Governo diz que moção de censura do Chega é uma "coreografia" que o país não quer dançar

  • 04/09/2026 12:25
  • Redação

O Governo vai deixar para terça-feira a resposta à moção de censura apresentada pelo Chega, mas o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, ensaia já os primeiros passos da argumentação e fala numa “coreografia” que não tem consequências e que não resolve qualquer problema do país.

“O que fica claro é que esta é uma coreografia que não se destina a obter esclarecimentos e, diria, não parece, pelo desfecho previsível, uma coreografia que se destine a ter consequências”, diz Leitão Amaro.

Aos jornalistas, no final da reunião do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro garantiu que o Governo não gastou tempo a falar sobre a moção, nem os casos polémicos que envolvem o Ministro da Administração Interna.

“Sobre o tema da moção e foram colocadas perguntas em concreto sobre o Ministro A ou o Ministro B, eu apenas tenho a dizer que não foi um tema discutido no Conselho de Ministros” referiu.

O Governo não quer entrar nesta dança política e coloca o Chega como o único protagonista no palco de um espetáculo, porque é preciso manter o foco na resolução dos problemas do país.

“São coreografias sem consequência, que não contribuem para soluções, que não contribuem para esclarecimentos, coreografias políticas que não são respostas a nada. Ficam com quem as propõe, nós não nos distraímos, estamos focados no nosso objetivo, muito atentos ao que acontece, muito preocupados em melhorar a vida dos portugueses e nada mais do que isso” refere Leitão Amaro.

Questionado várias vezes sobre a moção de censura, Leitão Amaro não saiu do mesmo guião: “Nós não nos distraímos, estamos focados no nosso objetivo, muito atentos ao que acontece, muito preocupados em melhorar a vida dos portugueses e nada mais do que isso”.

O ministro lembra ainda que, se a intenção era provocar eleições, o Chega iria contar com a oposição da maioria dos portugueses que quer estabilidade política.

“Aliás, se quisesse ter a consequência de provocar eleições, eu creio que iria frontalmente contra a vontade dos portugueses que não querem falar, fazer ou ouvir falar de eleições. É o entendimento que nós temos. O que os portugueses querem, creio, é que o Governo governe” referiu.

A moção de censura é discutida a poucas semanas do arranque da discussão da prp«oposta de Orçamento do Estado (OE) para o próximo ano, mas o Governo garante que a estratégia de negociação vai manter-se como até aqui, sem parceiros preferenciais.

“A nossa resposta foi sempre a mesma e continuará a ser sempre a mesma: não há parceiros preferenciais, nós reconhecemos e aceitamos a pluralidade parlamentar e a pluralidade de forças e de pesos políticos que os portugueses escolheram”, garantiu Leitão Amaro reconhecendo que há “julgamentos políticos que se fazem sobre cada tomada de posição”.

Questionado sobre o arranque das reuniões com os partidos sobre o OE, Leitão Amaro disse que “será seguramente para breve”.

  • Fonte: Rádio Renascença
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