Recolha de dados biométricos. UNEF afasta cenário de caos nos aeroportos portugueses a partir de domingo
- 04/09/2026 16:35
- Redação
A Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) está confiante que, a partir de domingo, 6 de setembro, vai ser possível recolher dados biométricos de todos os passageiros nos aeroportos, sem ultrapassar os tempos previstos.
O Sistema Europeu de Entrada/Saída é um sistema automatizado da União Europeia que substitui o carimbo no passaporte pelo registo digital de dados biométricos (foto e impressões digitais) para cidadãos não pertencentes à União Europeia. Está a ser implementado de forma faseada desde outubro de 2025.
Até agora, a medida podia ser suspensa em períodos de maior pressão, em que os tempos de espera ultrapassavam os 30 minutos, mas essa possibilidade termina já no domingo.
"Foi feito um investimento muito grande em tecnologia e em recursos humanos que nos permite garantir os níveis de segurança em termos de controlo de fronteira, mantendo os tempos esperados, mesmo com um fluxo de passageiros bastante superior, como aconteceu este verão, em comparação com o ano passado”, assegura.
No aeroporto de Lisboa, que era um dos mais deficitários, há cerca de 400 elementos, entre PSP e GNR, dedicados exclusivamente à fronteira, quase o dobro do que existia no final de 2025.
São recursos “com dupla capacitação, ou seja, que tanto podem trabalhar na fronteira como podem trabalhar em ambiente aeroportuário”, explica João Ribeiro. E é isso “que permite fazer o balanceamento de recursos e responder aos períodos de pico e de maior pressão em termos de fronteira”.
Nos testes de stress que foram feitos no aeroporto de Lisboa, em 90% dos casos, os passageiros esperaram “menos de 15 minutos, nas partidas e 20 minutos nas chegadas; em Faro estamos a falar também 15 minutos em termos de partidas, 25 minutos em termos de chegadas”, especifica o diretor adjunto da UNEF.
Já no caso do Porto, registaram-se em média 20 minutos em termos de partidas e, no Funchal, 10 minutos nas partidas e 20 minutos nas chegadas.
Genericamente, conclui, “tirando casos muito pontuais, os aeroportos conseguem registar 100% de biometria e manter tempos de dentro daquilo que é esperado”.
Uma situação que leva o superintendente-chefe a dizer que Portugal passou de “uma situação má nos aeroportos para uma situação em que é um exemplo na Europa”.