Julgamento nulo. O que pode acontecer agora a Lindsay Clancy?

Julgamento nulo. O que pode acontecer agora a Lindsay Clancy?

  • 04/09/2026 17:55
  • Redação

O julgamento de Lindsay Clancy, uma mulher do Massachusetts acusada de estrangular os três filhos até à morte, terminou esta sexta-feira com o júri a não conseguir chegar a um veredicto.

A arguida continua acusada de homicídio e poderá ter que voltar a sentar-se no banco dos réus, para ser submetida a um segundo julgamento.

Eis o que poderá acontecer agora a Lindsay Clancy, cujo julgamento, transmitido pela televisão, suscitou um debate sobre o tratamento da saúde mental no período pós-parto nos EUA e sobre a forma como o sistema judicial norte-americano lida com casos em que mães matam os filhos.

Clancy, de 36 anos, é acusada de homicídio em primeiro grau por ter estrangulado os três filhos com bandas elásticas de exercício em 2023, na casa da família em Duxbury, um subúrbio de Boston.

O advogado de Clancy não contesta que a mulher matou os filhos, mas argumenta que, na altura, se encontrava no meio de um episódio psicótico.

Clancy, antiga enfermeira de obstetrícia, arrisca uma pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional se for condenada.

Se for absolvida por razões de insanidade mental, poderá ser internada num hospital psiquiátrico estatal.

Um julgamento nulo ocorre quando um processo termina sem um veredicto. Isso não significa, contudo, que o caso fique encerrado, e os procuradores podem avançar para um novo julgamento com outro júri.

O juiz William Sullivan, de Plymouth, no Massachusetts, declarou o julgamento de Clancy nulo depois de os jurados não terem conseguido chegar a uma decisão unânime, apesar de Sullivan lhes ter dado várias instruções para continuarem as deliberações.

Clancy esteve internada num hospital psiquiátrico estatal antes e durante o julgamento e deverá permanecer sob custódia enquanto decorre um eventual segundo julgamento.

Após a anulação do julgamento, o procurador distrital do condado de Plymouth, Tim Cruz, disse aos jornalistas que ainda não foi tomada qualquer decisão sobre a possibilidade de levar o caso novamente a tribunal.

Sim. Ambas as partes poderão ter interesse em chegar a um acordo para evitar os custos e a incerteza de um segundo julgamento, embora não seja claro se o facto de o primeiro julgamento ter terminado sem veredicto torna um acordo mais provável do que anteriormente.

O primeiro julgamento contou com mais de 80 testemunhas e mais de 300 peças de prova, e ambas as partes poderão ajustar as provas apresentadas e a estratégia com base no que se revelou mais convincente.

  • Fonte: Rádio Renascença
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