PCP diz que Luís Neves é um “problema do Governo” e exige “conclusões”
- 05/09/2026 13:36
- Redação
"Era só o que faltava a Festa do Avante, com esta dimensão solidária, com esta capacidade de mobilização, com esta energia, com esta confiança, com este empenho num novo rumo para Portugal, ser condicionada à agenda de outros", reforçou.
Ainda assim, adianta que as suspeitas em torno do MAI ganharam proporções alargadas.
"Há muito tempo que dizemos que o problema hoje já não é um problema do ministro Luís Neves, é um problema do Governo. O Governo deixou-se arrastar para este processo, e, portanto, a responsabilidade deixou de ser do ministro Luís Neves, passou a ser de todo o Governo. É preciso tirar conclusões desse processo", afirmou.
Paulo Raimundo apontou ainda que o ministro da Administração Interna tem “muitas explicações” a dar, mas, reforçou que o “problema do Governo e o problema das nossas vidas não é apenas aquele ministro”.
Nesse sentido, Raimundo reafirmou que o PCP não abre mão de nenhum recurso e admitiu vir a apresentar uma moção de censura ao Governo, se e quando o partido assim o entender.
O secretário-geral comunista equiparou o “criminoso bloqueio que está em curso”, ao que se passa em território cubano com as agressões militares em Gaza.
“Estão a tentar matar aquele povo lentamente, estão a reproduzir em Cuba aquilo que estão a fazer neste momento com toda a força, com bombas, em Gaza e na Cisjordânia”, afirmou.
Raimundo considera que “Portugal fez bem ao associar-se aqueles que condenam o bloqueio, mas tem de fazer mais e pode fazer mais".
“É preciso ir mais longe, é preciso condenar, é preciso agir e é preciso prestar solidariedade matéria”, exigiu Raimundo.
O secretário-geral comunista esteve em Cuba há menos de um mês e relatou “várias privações” pelas quais passa o povo cubano, lembrando que há "sete mil contentores com comida, com medicamentos, com bens essenciais, que estão impedidos de entrar em Cuba porque estão bloqueados em vários portos do mundo”.
“Era preciso que o Governo português, com a sua autoridade, com a sua capacidade, com a sua experiência altíssima de diplomacia, pudesse, no mínimo, fazer tudo o que está ao alcance, do ponto de vista diplomático, para que se desbloqueasse essa situação”, rematou.