Ceuta considera um "grave erro" utilizar porto para acolher migrantes

Ceuta considera um "grave erro" utilizar porto para acolher migrantes

  • 05/09/2026 14:42
  • Redação

Em comunicado, o governo regional referiu-se assim à decisão do executivo presidido por Pedro Sánchez de montar várias tendas nas imediações do Cais de Poniente, a fim de disponibilizar mais mil lugares para acolher migrantes que entraram no dia 30 de julho e continuam sem abrigo.

Na opinião do executivo presidido por Juan Jesús Vivas, "a celeridade com que se está a procurar alojamento para os migrantes deveria ser aplicada no repatriamento destas pessoas que entraram vindas de Marrocos, pois essa deve ser a prioridade".

O executivo local insistiu que o regresso "será a única forma de Ceuta recuperar a normalidade".

Segundo os dados mais recentes do Governo de Espanha, mais de 70.000 pessoas entraram ilegalmente em Ceuta em 30 e 31 de julho e permanecem na cidade pelo menos 5.000, incluindo cerca de 1.200 menores de idade já referenciados.

Mais de 90% das pessoas que entraram ilegalmente em Ceuta em 30 e 31 de julho, saíram nas horas e dias seguintes da cidade voluntariamente, regressando ao lado marroquino da fronteira.

A cidade tinha antes desta crise entre 500 e 600 lugares para acolhimento temporário de migrantes que chegavam ilegalmente à cidade, um pequeno enclave espanhol no norte de África, com fronteira terrestre e marítima com Marrocos em que vivem perto de 83.500 pessoas.

  • Fonte: Rádio Renascença
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