"Repetida escassez de professores" na origem de assimetrias no Secundário

"Repetida escassez de professores" na origem de assimetrias no Secundário

  • 07/09/2026 05:00
  • Redação

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) encontra na escassez de professores, que é mais significativa a Sul, a explicação para as conclusões de um relatório da Pordata, que revelam que a taxa de conclusão do ensino secundário é mais baixa em Lisboa, Setúbal e Algarve.

O presidente da ANDAEP diz que, perante este quadro, "a solução é valorizar e dignificar a carreira do docente", para que o sistema educativo português, "tenha professores desde o arranque do ano letivo, que vai começar esta semana, para todos os alunos. E isso não acontece há alguns anos".

Um constrangimento "que está a ser resolvido dentro de escolas públicas portuguesas, com a atribuição de horas extraordinárias aos professores". Uma solução "de remedeio, que tem ajudado a resolver alguns problemas, mas que não é a solução definitiva para um problema estrutural do sistema educativo".

O relatório da Pordata aponta, ainda, que a formação de professores é uma das maiores carências do país, tendo em conta o número de docentes que se reforma todos os anos. Um quadro que também preocupa dos diretores de escolas.

"Por um lado, estão a sair milhares de professores anualmente para a reforma. Ou seja, centenas de professores por mês. Do outro lado, não entra um número igual ou semelhante de jovens capazes de colmatar este constrangimento, que é a saída de professores para a aposentação", sublinha Filinto Lima.

O presidente da ANDAEP afirma que, certamente, "o novo ano letivo irá começar com alguns alunos sem aulas", com "uma nuvem que assombra e paira sobre o sistema educativo durante o ano inteiro, que é a carência de professores". Mesmo assim, Filinto Lima diz acreditar que o país irá assistir a "um arranque relativamente positivo, aliás, a exemplo dos anos anteriores".

Esta é "uma nuvem que tem solução, que pode ser resolvida, mas que depende muito do Governo".

Filinto Lima insiste na necessidade de valorizar e dignificar a carreira docente: "Há que chamar à colação, por exemplo, o Ministro das Finanças e é preciso investir mais na escola pública portuguesa. Este é um problema estrutural, logo não é um problema que será resolvido de um dia para o outro, mas tem que ser resolvido a contento do sistema educativo nacional".

  • Fonte: Rádio Renascença
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