Venezuela garante respeito pelos acordos petrolíferos assinados com China e Rússia

Venezuela garante respeito pelos acordos petrolíferos assinados com China e Rússia

  • 07/09/2026 04:16
  • Redação

A ministra dos Hidrocarbonetos da Venezuela, Paula Henao, que foi questionada sobre se a China e a Rússia ficariam de fora do negócio petrolífero venezuelano na sequência do acordo entre Caracas e Washington, garantiu que as empresas mistas nas quais esses dois países têm participação “continuarão a exercer as suas atividades”.

“Temos acordos com a China e a Rússia e tratam-se de empresas mistas com autorização para exercer atividades primárias em vigor. Respeitamos muito esses acordos”, esclareceu Henao, numa entrevista ao canal privado venezuelano Venevisión, este domingo.

Recentemente, a Casa Branca afirmou que a maioria dos jazigos petrolíferos abrangidos pelo acordo bilateral “eram anteriormente controlados ou operados por empresas russas e chinesas, ou por comparsas corruptos de Nicolás Maduro e Hugo Chávez”.

Hugo Chávez, presidente da Venezuela desde 1999 até à sua morte, em 2013, foi sucedido por Nicolás Maduro, que em janeiro passado foi capturado em Caracas por forças militares norte-americanas.

Washington afirmou que “estes atores estrangeiros mal-intencionados saquearam os recursos da Venezuela em benefício de adversários dos Estados Unidos, como Cuba, a Rússia e a China, e não investiram na infraestrutura nem no desenvolvimento” da nação sul-americana.

Na semana passada, a China exigiu que os seus interesses na Venezuela fossem salvaguardados, depois de alguns meios de comunicação terem noticiado que o novo acordo petrolífero entre Caracas e Washington poderia afetar campos onde operam empresas chinesas, como as estatais Sinopec e CNPC.

“Os direitos e interesses legítimos da China na Venezuela devem ser salvaguardados”, afirmou, numa conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun.

O porta-voz salientou ainda que a cooperação entre a China e a Venezuela “está protegida pelo direito internacional e pelas leis de ambos os países”.

A China mantém, há anos, interesses importantes no setor petrolífero venezuelano, onde empresas estatais têm participado em projetos de exploração e produção, no âmbito da estreita relação económica desenvolvida entre Pequim e Caracas durante os governos chavistas.

  • Fonte: Rádio Renascença
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