Victor Froholdt arrisca falhar FC Porto-Benfica

Victor Froholdt arrisca falhar FC Porto-Benfica

  • 07/09/2026 07:45
  • Redação

A participação de Victor Froholdt no clássico entre FC Porto e Benfica, a 20 de setembro, está em risco. Basil Ribeiro, especialista em medicina do desporto, explica a Bola Branca que, por ter perdido momentaneamente os sentidos, a recuperação do dinamarquês deverá demorar mais que o mínimo de seis dias previsto para concussões cerebrais no desporto.

A reabilitação de atletas que sofrem concussões cerebrais segue um protocolo conhecido como SCAT6 (Sport Concussion Assessment Tool). É composto por seis estádios e dita que os atletas, para voltarem "em condições plenas, totalmente assintomáticos", à competição, devem "permanecer pelo menos um dia em cada estádio".

"Em algumas situações, eles precisam de dois, três dias em cada estádio. Ou seja, o retorno à competição a jogar, de facto, pode variar entre 10 a 14 dias em média. Agora, o Froholdt terá perdido a consciência. Nestes casos, a experiência, porque já tive vários atletas assim, diz-me que o regresso ao jogo demora um pouquinho mais", esclarece Basil Ribeiro.

A presença de Froholdt no FC Porto-Manchester City está fora de questão. Do jogo com o Moreirense até à visita ao Casa Pia, vão oito dias. Para o clássico com o Benfica, vão 16. Se a expectativa mais conservadora se confirmar, o médio dificilmente estará apto para a jornada 7 da I Liga.

Basil Ribeiro refere que, nestas situações, nada mais há a fazer a não ser "dar descanso e ir avaliando diariamente, com testes e questionários, a evolução do atleta", para perceber se se pode avançar para o estádio seguinte. É uma decisão de "dia a dia" e que não pode ser apressada.

"Ele só poderá voltar à competição quando estiver completamente assintomático. Não é dizer que já está muito melhor ou quase bom. Não chega. Tem de estar completamente assintomático", sublinha.

Porque uma concussão é um "abanão" do cérebro, o especialista em medicina desportiva desmistifica o eventual uso de um capacete, no retorno: "Não tem interesse nenhum. Protege contra feridas. O impacto dá-se no capacete e essa energia cinética vai transmitir-se ao crânio, e do crânio ao cérebro. Portanto, o capacete não serve para nada."

Quanto a possíveis sequelas, habitualmente não existem, embora Froholdt possa ter "uma amnésia para o acidente e não se lembrar do que aconteceu" no lance com Guilherme Libertato.

Também por isso, Basil Ribeiro coloca de parte a possibilidade de, no futuro, o dinamarquês do FC Porto não se lançar com a mesma valentia para duelos aéreos: "Como é uma situação benigna, como já lhe foi explicado que é benigno e vai correr bem e sem sequelas, no próximo jogo, garanto: ele vai meter a cabeça onde tiver de meter."

  • Fonte: Rádio Renascença
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