Farioli e as ausências. "Oportunidade para outros provarem o seu valor no maior palco"
- 07/09/2026 08:34
- Redação
Francesco Farioli assume que é complicado estar sem Jan Bednarek, Victor Froholdt e Samu para a estreia na Liga dos Campeões, com o Manchester City. No entanto, salienta também que esta é uma boa oportunidade para que outros jogadores dêem um passo em frente e ajudem o FC Porto.
Em conferência de imprensa de antevisão da partida no Dragão, referente à primeira jornada da fase regular da Champions, o treinador do FC Porto faz a comparação com o primeiro jogo na Liga Europa da temporada passada: faltam os líderes de cada terço da zona central do campo.
"Temos ainda as ausências do Zaidu e do Oskar [Pietuszewski], que são jogadores importantes para nós. É uma oportunidade para o resto dos jogadores provarem o seu valor no maior dos palcos e darem uma resposta ao trabalho duro que colocam sempre em campo. E, como grupo, em geral, uma oportunidade de reagir a estas ausências, minimizá-las e fazer um grande jogo, que é o objetivo", salienta Francesco Farioli.
O técnico fala, ainda, do regresso de Samu e do "problema fantástico" que isso lhe irá proporcionar, da estratégia para a Champions, das opções para o Manchester City e da importância do apoio dos adeptos.
A história do Porto na Champions é enorme, pelo número de jogos e de participações e pelos dois troféus. Vamos defrontar um dos principais candidatos à vitória final. Temos grande respeito pelo adversário, pela qualidade individual e o coletivo que têm, o legado construído desde que Guardiola chegou e a nova era com Maresca. Um jogo que vai exigir o nosso melhor. Daremos tudo para deixar os nossos adeptos felizes. Sabemos que sempre que entramos no Dragão, algo especial pode acontecer.
Se pensarmos no primeiro jogo da temporada passada na Liga Europa, à exceção do Diogo, estamos sem todos os jogadores da zona central do campo [que jogaram na altura]: Bednarek, Froholdt e Samu. Temos ainda as ausências do Zaidu e do Oskar, que são jogadores importantes para nós. É uma oportunidade para o resto dos jogadores de provarem o seu valor no maior dos palcos e darem uma resposta ao trabalho duro que colocam sempre em campo. E, como grupo, em geral, uma oportunidade de reagir a estas ausências, minimizá-las e fazer um grande jogo, que é o objetivo.
Tem a ver com o momento da equipa e as suas necessidades. Fazer tudo que é preciso para trazer um certo nível de energia. Tivemos alguns jogadores que chegaram nos últimos dias do mercado e não estão na forma ideal. Temos algumas decisões bastante clara sobre o que temos de fazer. Amanhã será importante para o grupo dar o passo em frente e assumir responsabilidade, dar respostas às ausências. E há o grande papel que a "Famiglia Portista" pode dar no jogo, proporcionar o ambiente ideal para uma grande performance.
É um problema fantástico para se ter. É o melhor problema que se pode ter, quando tens este tipo de alternativas. Quando estiverem todos aptos, será um prazer escolher.
Acho que estar lá aos 37 é bastante bom [risos]. Já me qualifiquei uma vez para a Champions [e não jogou, porque mudou do Ajax para o FC Porto], mas acho que esse atraso fez todo o sentido do mundo, porque a decisão de vir para o Porto foi sobre mais do que alguns jogos na Champions. No final de contas, acredito que tudo chega no timing certo.
Vai ser o meu primeiro jogo, mas tratamos todas as partidas com o mesmo nível de detalhe e de trabalho. O que fazemos é forçar mais ainda quando jogamos para o campeonato, porque em jogos como o de amanhã é fácil estar-se motivado. Mas isso não é suficiente: a chave para amanhã vai ser a nossa abordagem, a capacidade para executar o plano geral e as tarefas individuais ao mais alto nível, com os timings certos, perceber tudo o que é necessário.
Vamos jogar com uma das melhores equipas do mundo, que investiu 527 milhões de euros no último mercado e mais de três mil milhões no último ano. É uma equipa que está construída, há vários anos, para ganhar e ganhar tudo. O que vamos fazer é apresentar-nos em campo com o desejo de tornar isso muito difícil.
A parte mais importante é o espírito. Esta manhã estávamos a rir-nos das más e das boas notícias. E o Diogo estava a responder a ambas. As más notícias são que temos de correr muito e as boas notícias é que temos pernas e pulmões suficientes para fazermos uma grande exibição frente a uma equipa que é técnica e fisicamente uma das melhores do mundo. Mas sabemos exatamente quem somos.
Todo o respeito e toda a humildade, como habitual, mas também com o nível certo de ambição e desejo, com a sensação de que, no Dragão, podemos fazer algo especial, com o apoio da nossa gente a ajudar-nos a correr aqueles cinco metros extra, para termos uma grande performance e uma grande noite, como o Porto merece.
Vamos precisar de todos. Quem começa, quem entra. Todos ao mais alto nível. Não há outra forma de termos o resultado que queremos que não competindo no nosso melhor.
Temos de ir dia a dia. Ele está bem, a trabalhar muito para recuperar. Mas para ele voltar, temos de ter várias luzes verdes do departamento médico, do departamento de performance, dos especialistas e das pessoas que o operaram. Vai demorar mais algumas semanas, veremos quando ele voltará. Mas vê-lo ao nosso lado, a treinar e a tocar na bola como está a fazer, é um "boost" de energia para todos.