Apesar da censura ao Governo, Ventura disponível para negociar Orçamento do Estado
- 07/09/2026 13:09
- Redação
O líder do Chega recusa cortar relações com o Governo. Apesar da moção de censura e das críticas à manutenção de Luís Neves no executivo, André Ventura garante que lidera um partido que é responsável e que vai continuar a dialogar com Luís Montenegro em áreas essenciais e que “sejam importantes para o país”.
“O Chega tem de continuar a dialogar em áreas fundamentais, como a segurança, a justiça, etc...”, referiu.
Questionado sobre se o Chega admite viabilizar o Orçamento do Estado, Ventura lembrou que nunca permitiu a aprovação de um orçamento da AD.
“O Chega não viabilizou nenhum Orçamento do Estado da AD, mas dialogou e dialoga com todos os dossiês que sejam importantes para o país. Hoje mesmo, o Chega recebeu um contacto, um pedido de reunião sobre o Orçamento do Estado. O Chega não deixa de dialogar sobre as questões fundamentais que o país enfrenta” assegurou o líder do Chega.
Na véspera da discussão e votação da moção de censura ao Governo, André Ventura sabe que o desfecho mais provável é a rejeição, mas mesmo assim apelou aos partidos para serem consequentes com as críticas que têm feito a Luís Neves.
“Peço alguma coerência e consistência ao voto de amanhã, senão vai dar a ideia de que afinal tanta discussão, tanta conversa, tanta ação, mas os outros partidos estão todos a favor de que se mantenha Luís Neves no Governo. É isso que me parece estranho”, disse aos jornalistas.
Questionado sobre se pondera retirar a moção de censura caso as explicações de Luís Neves esta terça-feira de manhã forem suficientes e esclarecedoras, André Ventura diz que o ministro já teve muitas oportunidades até agora e nada esclareceu.
“O Sr. ministro já teve infinitos momentos para dar explicações e duas conferências de imprensa marcadas pelo próprio para dar explicações. Numa aumentou ainda mais as suspeitas que existiam sobre ele e noutra não deixou falar ninguém, e disse que responderia a tudo aqui quando quiser, no tempo que quiser, é o 'xerife da República'”, respondeu André Ventura.
A Comissão Permanente aprovou, por unanimidade, a convocação para terça-feira de um plenário para debater e votar a moção de censura do Chega ao Governo, já com chumbo garantido.