Medina espera abstenção do PS na moção de censura: “é a posição de voto mais adequada"
- 07/09/2026 17:13
- Redação
Medina considera a apresentação da moção de censura um "jogo partidário" do Chega e que "não é para levar a sério", justificando que "não se destina a mandar abaixo o Governo" ou a "substituir este Governo por outro", mas apenas a André Ventura "fazer a sua afirmação político-partidária", devendo ser, por isso, "desvalorizada".
O ex-ministro socialista defende ainda que o Presidente da República tem pouca margem de atuação na polémica em torno do ministro da Administração Interna, que serve de pretexto para a apresentação da moção de censura pelo Chega. "O Presidente da República deve ater-se ao que são as suas competências constitucionais e na competência constitucional do Presidente da República não está a substituição de membros do Governo".
Medina considera, mesmo, que esse foi dos "momentos menos positivos" dos mandatos de Marcelo Rebelo de Sousa, em Belém, quando, "no tempo dos governos de António Costa veio à praça pública exigir a cabeça deste ou daquele ministro". Tratou-se, na opinião do ex-ministro do PS de um "momento profundamente negativo", dizendo esperar que com António José Seguro a situação "não se repita", esperando que "não vá mais longe do que isso".
Neste Conversa de Eleição, o primeiro da nova temporada, após a pausa para férias, também o social-democrata Miguel Poiares Maduro espera, "obviamente", que o PS "inviabilize" a moção de censura.
Para o ex-ministro Adjunto de Passos Coelho, a iniciativa do Chega é uma "tentativa de colar o PS ao PSD e de colocar em causa o próprio sistema", com Poiares Maduro a considerar que os partidos tradicionais "estão a facilitar esse caminho" ao partido liderado por André Ventura.
Desde o início que Poiares Maduro se manifestou contra a nomeação de Luís Neves para ministro, dada a sua transição direta da Polícia Judiciária para o Governo e considera, agora, que as polémicas em que está envolvido complicam a vida ao próprio governante.
"Insistir que ele permaneça nestas circunstâncias fragiliza-o imenso", defende Poiares Maduro, alertando que essa decisão do primeiro-ministro "ajuda" que o Chega "coloque em causa todo o regime".
Nesta edição do programa Conversa de Eleição, Miguel Poiares Maduro e Fernando Medina debateram ainda o relatório sobre a Segurança Social, apresentado a meio de agosto, e a vitória do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) no estado alemão da Saxónia-Anhalt.