IGAS avança com ação inspetiva ao Hospital de Almada devido a suspensão da IVG

IGAS avança com ação inspetiva ao Hospital de Almada devido a suspensão da IVG

  • 08/09/2026 04:30
  • Redação

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) decidiu avançar com uma "ação inspetiva" ao Hospital Garcia de Orta, em Almada, após a suspensão em agosto da consulta de gravidez não desejada.

De acordo com o Diário de Notícias desta terça-feira, o processo inspetivo foi instaurado em 27 de agosto, por despacho do inspetor-geral, António Carapeto, após ter recebido, em 20 de agosto, uma "exposição relativa à organização dos cuidados prestados às mulheres que recorrem à interrupção voluntária da gravidez na área da Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal, E.P.E".

Este processo visa averiguar a forma como a decisão de fechar a consulta de gravidez não desejada foi concretizada e para avaliar a organização dos cuidados que vão ser prestados às mulheres, segundo o Diário de Notícias.

Em meados de agosto, as comissões de utentes dos concelhos de Almada e Seixal, no distrito de Setúbal, denunciaram a suspensão das interrupções voluntárias da gravidez (IVG) no Hospital Garcia de Orta, estando agora a ser garantidas por uma clínica privada em Lisboa.

Na mesma altura, em resposta enviada à Lusa, a Unidade Local de Saúde Almada e Seixal assegurou que a situação é temporária.

No final de agosto, num novo comunicado, as comissões de utentes dos concelhos de Almada e Seixal disseram temer que a suspensão das interrupções voluntárias da gravidez no hospital de Almada passe de temporária a definitiva, denunciando a "opção de destruição do Serviço Nacional de Saúde por parte do Governo".

As comissões de utentes divulgaram que reuniram com o Conselho de Administração (CA) da Unidade Local de Saúde Almada e Seixal sobre a suspensão da IVG, apontando que o CA reafirmou que a decisão está relacionada com a falta de recursos humanos "na esperança de que esta medida possa ser temporária".

A decisão foi criticada pelos partidos políticos que pedirem explicações ao Governo, tendo o Livre pedido uma audição urgente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal (ULSAS) sobre a suspensão das interrupções voluntárias da gravidez no hospital Garcia de Orta.

  • Fonte: Rádio Renascença
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@portugalemfoco.pt.

Compartilhar: