Exames de 4.º e 6.º anos podem voltar a contar para a nota, admite ministro

  • 08/09/2026 14:00
  • Redação

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, admite que os exames finais do primeiro e segundo ciclo podem voltar a contar para nota.

“Termos caído em termos absolutos é muito mau. Nos últimos dois ciclos de avaliação os alunos parece que têm menos conhecimentos correspondentes a um ano de aprendizagem, é como se precisassem de mais um ano para alcançar as aprendizagens que obtinham anteriormente”, explica.

O PISA é estudo feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) a cada três anos que monitoriza as competências dos alunos de 15 anos.

Fernando Alexandre reconhece que o cenário é “obviamente muito preocupante” e que terá de ser feita “uma análise muito cuidada e científica” sobre as “razões para isso”.

Neste âmbito, o ministro da Educação admite que os exames de 4.º e 6.º podem voltar a contar para nota.

“Nós mudámos a avaliação para o final dos ciclos como deve ser, ou seja, terminamos um ciclo de aprendizagem e fazemos a avaliação dos conhecimentos das aprendizagens dos alunos”, recorda, acrescentando que a discussão seguinte poderá passar por se as provas voltam a ser levadas em conta para apurar a nota final.

“É uma possibilidade, é algo que temos de analisar. Aquilo que é muito importante é criar uma cultura de avaliação”, reforça.

Os exames no fim do primeiro e segundo ciclo foram criados em 2012 e foram interrompidos três anos mais tarde, tendo-se mantido apenas o de 9.º ano a contar para a classificação final.

As provas de aferição (não contam para nota), que eram há vários anos feitas no 2.º, 5.º e 8.º anos, foram transformadas pelo atual Governo em provas ModA e voltaram a ser feitas no final dos dois primeiros ciclos do ensino básico, mas mantendo-se a modalidade de não serem levadas em linha de conta para a avaliação final do ciclo.

Ainda sobre os resultados do PISA, Fernando Alexandre considera que há fatores comuns a vários países que explicam a queda generalizada dos resultados dos alunos de 15 anos no PISA 2025, mas reconhece que há desafios especificamente portugueses.

O ministro considera que um dos fatores comuns a vários países da OCDE que ainda pesa nos resultados são as consequências da pandemia e a “alteração que houve na altura no funcionamento das escolas”. Outro, aponta o ministro, é a “alteração dos comportamentos dos jovens”.

  • Fonte: Rádio Renascença
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