Preço do gás na Europa atinge máximos de três anos devido ao conflito no Médio Oriente

Preço do gás na Europa atinge máximos de três anos devido ao conflito no Médio Oriente

  • 08/09/2026 15:40
  • Redação

O preço do gás natural para entrega a um mês no mercado TTF dos Países Baixos subiu esta terça-feira mais de 4%, superando os 76 euros por megawatt-hora (MWh), o nível mais elevado desde janeiro de 2023, devido ao conflito no Médio Oriente.

Durante a tarde, o preço deste gás, referência na Europa, subia 4,63%, para 76,73 euros/MWh. Na véspera, o gás natural tinha subido 1,88%, para 73,30 euros/MWh. Para encontrar preços acima dos níveis atuais é preciso recuar a janeiro de 2023, quando chegou a atingir os 88 euros/MWh, segundo a agência EFE.

O gás valorizou-se mais de 140% na Europa desde o início do conflito, com o bombardeamento do Irão pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro.

Ao aumento recente dos ataques entre os Estados Unidos e o Irão junta-se o receio de que seja cobrada uma taxa pela passagem no estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas mundiais de transporte de gás e petróleo. Os Emirados Árabes Unidos afirmaram esta terça-feira que esta passagem constitui uma “linha vermelha” para o país e que não pode ser cobrada qualquer taxa pela circulação.

A par da subida do preço do gás, o preço do barril de Brent, de referência na Europa, também sobe e esta terça-feira chegou a aproximar-se dos 100 dólares por barril, um valor que não ultrapassa desde julho passado.

A subida dos preços da energia aumenta a pressão sobre a inflação devido aos custos energéticos mais elevados. Precisamente com o foco no controlo da subida dos preços no consumidor, o Banco Central Europeu reúne-se esta quinta-feira, podendo decidir uma nova subida das taxas de juro.

A União Europeia (UE) não enfrenta um risco imediato para a segurança do abastecimento de gás, apesar de os níveis de armazenamento estarem abaixo dos registados em anos anteriores, divulgou a Comissão Europeia na semana passada.

“Apesar de os níveis de armazenamento de gás estarem mais baixos do que nos anos anteriores, os Estados-membros e a Comissão Europeia consideram que não existe, neste momento, um risco imediato para a segurança do abastecimento de gás na UE”, indicou a Direção-Geral da Energia da Comissão Europeia em comunicado.

A avaliação foi feita durante uma reunião do Grupo de Coordenação do Gás, que juntou especialistas do executivo comunitário e dos países para analisar a situação dos mercados energéticos e a preparação para o próximo inverno.

  • Fonte: Rádio Renascença
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