Catedral de Bragança celebra 25 anos com presença do Núncio Apostólico
- 09/09/2026 04:08
- Redação
A Diocese de Bragança-Miranda vai assinalar, nos dias 6 e 7 de outubro, o 25.º aniversário da dedicação da Catedral de Bragança, dedicada a Nossa Senhora Rainha. As comemorações terão como momento central o dia 7 de outubro e contarão com a presença de D. Andrés Carrascosa Coso, Núncio Apostólico em Portugal e representante do Papa Leão XIV junto da Igreja e do Estado português.
Na nota pastoral que acompanha o programa comemorativo, D. Nuno Almeida apresenta a Catedral não apenas como um edifício, mas como um lugar central na vida da diocese. O bispo descreve-a como um “regaço materno” que acolhe os seus filhos e os envia novamente para o mundo, renovados pelo “alimento da caridade, do perdão, da Palavra e do Pão”.
“Desde há 25 anos, a nossa Catedral é o lugar para a celebração participada, fecunda e consciente da fé”, afirma D. Nuno Almeida, sublinhando a sua importância na celebração da Eucaristia e dos restantes sacramentos e na vida pessoal, familiar e social dos cristãos.
Para o bispo de Bragança-Miranda, o aniversário constitui também uma oportunidade para olhar para o futuro. “É hora de pensarmos a pastoral da cidade e da diocese a partir da Catedral”, escreve, defendendo uma renovação do compromisso evangelizador da comunidade diocesana.
O programa começa a 6 de outubro, às 15h30, com a Assembleia do Clero, seguindo-se, às 21h00, uma assembleia destinada aos consagrados, responsáveis e membros dos departamentos, secretariados, comissões e serviços diocesanos, bem como às paróquias, unidades pastorais e movimentos. Os dois momentos decorrerão na Catedral e serão presididos pelo Núncio Apostólico.
No dia 7, D. Andrés Carrascosa Coso visitará duas comunidades de vida contemplativa da Diocese: o Carmelo da Sagrada Família, no Larinho, concelho de Torre de Moncorvo, e o Mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo, no concelho de Miranda do Douro.
O momento central está marcado para as 18h00, na Catedral, com a Eucaristia comemorativa dos 25 anos, presidida pelo Núncio Apostólico. A celebração reunirá a comunidade diocesana e contará com a participação do episcopado nacional, representantes de entidades civis, militares e de segurança, paróquias, comunidades e instituições da diocese. A animação litúrgica estará a cargo do Coro Nossa Senhora Rainha, sob direção de Patrícia Líbano.
Depois da Eucaristia haverá um momento de convívio aberto a todos. Às 21h00, a Catedral acolhe ainda um concerto da Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública, com entrada gratuita.
Na sua mensagem, D. Nuno Almeida recorre à imagem dos sinos da Catedral para sublinhar o sentido comunitário da celebração. “Através do som dos sinos, Deus vai chamar-nos, no dia 7 de outubro, retirando cada um da sua solidão ou dispersão, para constituir um povo que vive da fé e cuja unidade é o próprio Cristo”, afirma.
O bispo estabelece ainda uma ligação entre o convite bíblico ao seguimento de Jesus e a realidade contemporânea, sugerindo que, para muitos, participar na celebração poderá significar “deixar por algumas horas as ‘redes sociais’”. No final, deixa um convite direto à participação: “Como bispo da diocese, convido todos a participar. (...) Vai valer a pena!”
A nota pastoral recorda igualmente que uma Catedral é uma “casa e escola de comunhão e missão”, onde se fortalece a relação entre os irmãos e de todos com Deus, para que os cristãos sejam “pedras-vivas”.
Inaugurada a 7 de outubro de 2001, no último ano de D. António José Rafael à frente da Diocese de Bragança-Miranda, a Catedral de Bragança é considerada a primeira catedral portuguesa construída no século XXI. O então bispo desempenhou um papel decisivo no desbloqueamento e concretização do longo processo de construção, razão pela qual ficou conhecido como o “bispo da Catedral”.
A história do templo remonta a um sonho com origem em 1768, mas foi apenas em 1982 que aconteceu o lançamento da primeira pedra. O projeto, da autoria do arquiteto Luís Vassalo Rosa, apresenta uma arquitetura singular, marcada pelo desenho pentagonal da nave, organizada em anfiteatro, e pela integração de elementos culturais e materiais característicos da região transmontana.
Ao longo dos últimos 25 anos, o templo tornou-se um espaço de celebração da fé, encontro da comunidade diocesana e acolhimento de quem visita a cidade de Bragança.
As comemorações são apoiadas institucionalmente pelo Município de Bragança, pela Polícia de Segurança Pública, pela União das Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo e pela Cáritas Diocesana de Bragança-Miranda.
Para D. Nuno Almeida, celebrar estes 25 anos significa, por isso, mais do que recordar a história de um edifício: é uma ocasião para agradecer o caminho percorrido e renovar a missão da Igreja local. “Nunca podemos esquecer que construímos igrejas porque Deus nos ama e quer encontrar-se connosco em Jesus Cristo crucificado, morto e ressuscitado”, escreve o bispo.