Ministra da Justiça garante que “ninguém mentiu” no caso do atrelado com droga
- 09/09/2026 07:19
- Redação
A ministra da Justiça, Rita Júdice, garantiu esta quarta-feira no Parlamento que “não houve qualquer mentira” nos esclarecimentos prestados sobre o caso do atrelado com droga entregue pela Polícia Judiciária a um empreiteiro amigo do ministro da Administração Interna.
Ouvida na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, em resposta aos deputados do Chega, a governante admitiu, contudo, que pode ter existido um erro na informação transmitida pela Polícia Judiciária ao Ministério que tutela aquela força de investigação criminal.
“Não houve qualquer mentira, ninguém mentiu. Ninguém mentiu. Houve uma informação que me foi veiculada pelos serviços da Polícia Judiciária e que eu incluí na resposta que dirigi ao Chega”, afirmou Rita Júdice.
A questão está relacionada com um orçamento de 144 mil euros destinado à destruição de químicos perigosos.
“Estamos a apurar com maior detalhe. A pergunta que eu fiz e os esclarecimentos que eu aguardo é a confirmação de que todos esses itens que estão nesse orçamento correspondem apenas ao processo Pacoba”, acrescentou a ministra.
Segundo Rita Júdice, a informação entretanto recebida aponta para que o orçamento esteja, de facto, relacionado com a operação, mas com uma diferença relevante: o material a destruir seria “muito mais” do que aquele que estava no atrelado.
A ministra admitiu que essa diferença poderá estar na origem da informação inicialmente transmitida ao Ministério da Justiça.
A titular da pasta da Justiça reconheceu ainda o incómodo provocado pela divergência entre os valores e garantiu que pretende esclarecer a situação.
“Pauto as minhas respostas por rigor, não escondo informação e por isso, como pode imaginar, a minha posição ficou, estou bastante incomodada com esta questão”, afirmou.
Rita Júdice revelou ter pedido ao diretor nacional da Polícia Judiciária que acompanhe pessoalmente a averiguação.
“Já pedi ao sr. Diretor Nacional da Polícia Judiciária para assumir pessoalmente a responsabilidade de apurar ponto por ponto o que está a passar e qual é a informação que tem que ser dada e neste momento aguardo mais esclarecimentos”, declarou.