11 de Setembro. Documentos provam que autoridades sabiam que ar de Nova Iorque estava contaminado

11 de Setembro. Documentos provam que autoridades sabiam que ar de Nova Iorque estava contaminado

  • 09/09/2026 03:00
  • Redação

O autarca de Nova Iorque, Zohran Mamdani, publicou esta terça-feira 170 mil páginas de documentos que indicam que os responsáveis da cidade na altura do 11 de Setembro de 2001 estavam a par que o ar teria ficado bastante mais tóxico depois do ataque terrorista às Torres Gémeas, no "coração" de Manhattan.

Segundo dados oficiais dos Estados Unidos da América (EUA), mais pessoas morreram de doenças respiratórias relacionadas com o colapso do World Trade Center do que as quase três mil vítimas ataque em si.

No caso do Departamento de Polícia de Nova Iorque também 377 membros morreram de doenças relacionadas com os atentados. Apenas 23 agentes morreram durante os ataques.

Zohran Mamdani afirma que "as pessoas adoeceram, porque os líderes em quem confiaram garantiram que era seguro respirar ar tóxico" e que "a verdade devastadora é que o sofrimento não terminou" no fim do ataque do 11 de Setembro.

"Durante demasiado tempo os nova-iorquinos tiveram de lutar pelo acesso a documentos que deviam ser públicos desde o início", conisderou o autarca numa declaração.

Há documentos que denotam a presença de amianto no ar datados de outubro de 2001, apenas um mês depois da queda das Torres Gémeas. Um em particular alerta que a cidade podia ser alvo de milhares de processos, por ter motivado os cidadãos a regressar ao arredores dos ataques terroristas, sem que fossem tomadas as devidas precauções.

Durante a conferência de imprensa de apresentação destes documentos, ao lado do atual autarca de Nova Iorque estava Jon Stewart, comediante nova-iorquino que se tornou ativista de vários socorristas que estiveram no local em missões de busca e salvamento de vítimas do ataque terrorista e sofreram de problemas de saúde crónicos, devido ao ar contaminado.

"A cidade começou a proteger-se três semanas depois do 11 de Setembro. Havia veneno no ar e no terreno e por lá ficou durante meses. É claro que a cidade sabia e, em vez de tomar medidas para mitigar os danos, decidiram encobrir tudo para voltar ao normal. Infelizmente, depois do 11 de Setembro, nunca se voltou à normalidade", discursou Stewart.

A compensação financeira a estas vítimas do 11 de Setembro de 2001 tem sido repetidamente afetada por problemas. O Congresso dos EUA apenas aprovou uma lei para autorizar esta compensação em 2011, tendo sido reautorizada em 2016 - e prolongando a cobertura até 2090.

  • Fonte: Rádio Renascença
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