Houthis voltam a atacar cidades na Arábia Saudita

Houthis voltam a atacar cidades na Arábia Saudita

  • 09/09/2026 18:04
  • Redação

Os Houthis atacaram esta quarta-feira as cidades sauditas de Abha, Khamis Mushait e Jazan, no sul do país, com mísseis balísticos e drones, informou a coligação liderada pela Arábia Saudita no Iémen, naquele que foi o segundo dia consecutivo de ataques dos Houthis contra o reino.

Os Houthis, aliados do Irão, continuavam a atacar ativos nacionais e infraestruturas da Arábia Saudita, afirmou o porta-voz da coligação, Turki al-Malki, em comunicado.

A Defesa Civil saudita levantou esta quarta-feira os alertas em Khamis Mushait e Abha, um dia depois de ataques dos Houthis contra estas cidades e outras duas localidades próximas terem provocado 73 feridos e incêndios em instalações petrolíferas.

Al-Malki afirmou que a coligação vai responder aos ataques de forma “responsável”, com o objetivo de proteger a soberania da Arábia Saudita, os seus ativos nacionais e a população civil.

Os Houthis atingiram na terça-feira uma base aérea em Khamis Mushait e infraestruturas petrolíferas em cidades próximas, naquele que foi um dos maiores ataques na Arábia Saudita desde o início da guerra entre os Estados Unidos e Israel e o Irão, em fevereiro.

Os combates entre a Arábia Saudita e os Houthis intensificaram-se nos últimos meses, aumentando os receios de um regresso a um conflito de maiores proporções, depois de uma trégua mediada pela ONU, em 2022, ter travado em grande medida anos de guerra.

O Governo português já condenou “firmemente os recentes ataques dos Houthis contra a Arábia Saudita, que causaram dezenas de feridos, incluindo mulheres e crianças”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros referiu, numa publicação nas redes sociais, que “os ataques contra civis, infraestruturas petrolíferas e navios comerciais são inaceitáveis”.

O gabinete do ministro Paulo Rangel adianta que Portugal “reitera o seu apoio à Arábia Saudita e defende a cessação imediata dos ataques e a manutenção do Mar Vermelho aberto, seguro e livre para a navegação internacional, em pleno respeito pelo Direito Internacional”.

  • Fonte: Rádio Renascença
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