FIFA. Federação francesa retira apoio a Infantino
- 10/09/2026 06:30
- Redação
Quatro dias depois de a FIFA confirmar que Gianni Infantino será candidato à presidência daquele organismo, a Federação Francesa de Futebol anunciou que deixou de apoiar o ítalo-suíço.
Infantino, eleito pela primeira vez em fevereiro de 2016, tem sido pressionado a renunciar ao cargo depois de ter divulgado um plano para permitir a entrada de capital privado, através de uma empresa, a FIFA Forward Enterprise, na comercialização das competições internacionais de futebol.
“Esta ruptura explica-se pela crise de confiança em que Infantino mergulhou o futebol mundial”, escreve o diário francês.
Em maio de 2015, Joseph Blatter foi reeleito para um quinto mandato, mas pouco depois saiu devido a um escândalo de corrupção. O suíço ganhou as eleições contra o príncipe jordano Ali bin al-Hussein, que recentemente acusou Gianni Infantino de chantagem. Lutaram ambos por suceder a Blatter.
Na altura, antes da vitória de Infantino nas eleições de fevereiro de 2016 (à segunda volta), o escolhido para presidente interino da FIFA foi Issa Hayatou, líder da confederação africana, que chefiou o organismo que rege o futebol mundial durante 141 dias.
No dia 26 de fevereiro, o poliglota e profissional dos bastidores Gianni Infantino, então com 45 anos, foi finalmente eleito presidente da FIFA. Os adeptos do futebol estavam familiarizados com o seu rosto, pois era o anfitrião nos sorteios das competições europeias.
O advogado era então secretário-geral da UEFA, cargo para o qual entrou em 2009. O ítalo-suíço só correu à presidência da FIFA porque Michel Platini, na altura o presidente da UEFA, estava impedido de o fazer por suspeitas de corrupção.
O plano B avançou então… e ganhou. Na primeira volta, os seus 88 votos superaram os 85 do xeque Salman bin Ebrahim al-Khalifa, do Bahrein, supostamente o favorito. Já o príncipe Al bin al-Hussein da Jordânia recebeu apenas 27 votos e o francês Jérôme Champagne, sete.
Na segunda volta e depois dos votos de 115 das 207 federações nacionais elegíveis, Infantino tornou-se no nono presidente da FIFA, uma entidade que ali contava com 112 anos de vida.
“O futebol e a FIFA passaram por momentos tristes, de crise, mas esses tempos acabaram”, anunciou Infantino no primeiro discurso como presidente-eleito. E disse mais: "Temos de implementar reformas, melhorar a administração e a transparência”. E prometeu algo mais: “Devolver o futebol à FIFA e a FIFA ao futebol. (...) Vamos recuperar a imagem da FIFA. Vão ficar orgulhosos do que vamos fazer pelo futebol”.