"Reconhecer não chega. É preciso agir": Porta a Porta leva crise da habitação a Bruxelas
- 10/09/2026 10:20
- Redação
O movimento Porta a Porta – Casa para Todos vai estar em Bruxelas entre 26 e 30 de setembro para denunciar a crise habitacional em Portugal e exigir medidas concretas às instituições europeias.
A deslocação acontece depois de a Comissão Europeia ter reconhecido a gravidade da crise na Europa. Para o movimento, porém, "reconhecer não chega. É preciso agir".
Entre as principais reivindicações estão a descida das taxas de juro, rendas comportáveis e reguladas, contratos de arrendamento estáveis, mais habitação pública e o fim dos despejos sem alternativa habitacional digna.
O Porta a Porta pretende ainda denunciar o impacto das políticas europeias e nacionais no acesso à habitação e defender que "os lucros da banca, e não as famílias, suportem as consequências das opções de política monetária".
O movimento aponta ainda para a evolução dos lucros dos sete maiores bancos a operar em Portugal. Segundo os dados divulgados, passaram de 4,6 milhões de euros por dia em 2021 para 15,4 milhões em 2025, um aumento de cerca de 235%.
No mesmo período, afirma o Porta a Porta, os preços das casas aumentaram cerca de 56%.
"As famílias pagaram mais. A habitação ficou mais cara. Os bancos lucraram muito mais. Esta não pode ser a normalidade", defende o movimento.
A organização pretende reunir em Bruxelas com representantes das instituições europeias e com movimentos sociais de outros países para reforçar a luta pelo direito à habitação.
"Não basta reconhecer que a habitação é um direito. É preciso garantir esse direito", conclui.