Caso Luís Neves: quanto custou destruir os químicos apreendidos?
- 10/09/2026 14:25
- Redação
Qual era o valor a pagar para destruir aqueles químicos? Alguém está a mentir sobre os custos?
Este atrelado estava num armazém de um empreiteiro de Barcelos, amigo do MAI, Luís Neves.
Nas primeiras explicações sobre este caso, em finais de julho, o ministro disse que decidiu colocar o atrelado com a respetiva carga, 62 bidões, à guarda da empresa ConstruBarcelos depois de ter recebido um orçamento de cerca de 150 mil euros para a destruição dos produtos químicos, valor que a Polícia Judiciária (PJ) não poderia suportar.
Para Rita Júdice, o valor mantém-se apesar da ministra ter ido ao pormenor da verba que estava em causa: 144 mil 456 euros, num esclarecimento feito a pedido do grupo parlamentar do Chega.
Ainda se procura saber qual era o destino do valor orçamentado. Estas contradições estiveram na quarta-feira em foco quando a ministra da Justiça esteve no Parlamento para dar explicações.
Perante os deputados, a ministra disse que a informação que deu tinha-lhe sido transmitida pelos serviços da PJ e que já pediu ao diretor nacional daquela autoridade para assumir pessoalmente a responsabilidade de apurar, ponto por ponto, o que se está a passar.
A ministra garantiu, contudo, que os materiais a destruir serão apenas da Operação Pacoba, mas em quantidade muito superior ao que estava no atrelado, admitindo que esteja aí a origem da informação errada que recebeu.
Na sequência dessas declarações da ministra da Justiça, o Chega avançou com o pedido de audição parlamentar urgente ao diretor nacional da Judiciária, Carlos Cabreira.
O partido de André Ventura argumenta que, ou a Polícia Judiciária ocultou informação ou a ministra da Justiça faltou à verdade para tentar encobrir o seu colega do MAI. Resta agora aguardar por essa audição.