Tempestades: Rede de abastecimento elétrica reposta dentro de dois anos e meio

Tempestades: Rede de abastecimento elétrica reposta dentro de dois anos e meio

  • 10/09/2026 17:19
  • Redação

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, admite que só daqui a dois anos e meio deverá estar totalmente reposta a rede de abastecimento de eletricidade, após as tempestades do último inverno.

"Temos a indicação de que a rede elétrica de transporte completamente será reposta, definitivamente, num período de cerca de 30 meses", afirmou a ministra, esta quinta-feira, durante uma audição parlamentar.

A governante garantiu estar em marcha um plano de investimento para ajudar a solucionar as falhas que ainda subsistem, mas aponta para um período ainda demorado até à recuperação integral.

"Houve uma aprovação autónoma de 538 milhões de euros à REN e temos para a rede de transmissão para o período de 2026 a 2034 a autorização de investimento de 1,9 mil milhões de euros e para a distribuição 1,58 mil milhões de euros, este é de 2026 a 2030. Temos também a indicação de que a situação definitiva, o que nos estão a dizer da rede elétrica de transporte completamente reposta, definitivamente, num período de cerca de 30 meses", declarou aos deputados numa audição parlamentar na Comissão Eventual para a Resiliência Nacional, Prevenção de Catástrofes Naturais e Acompanhamento do PTRR.

Na mesma audição parlamentar, a ministra foi questionada pelos deputados sobre a isenção da Taxa de Gestão de Resíduos nos municípios afetados pelas tempestades, já que a isenção atual termina no final do mês. A titular da pasta do Ambiente e Energia disse que a isenção vai ser prorrogada até final do ano.

"Fizemos, primeiro, a suspensão da taxa de resíduos até 30 de junho, depois adiámos até 30 de setembro. O senhor presidente da Câmara de Leiria já nos pediu para continuar até ao fim de dezembro e já fizemos o decreto-lei", esclareceu.

Para fazer face a futuros apagões, o Governo pretende que todas as juntas de freguesia tenham geradores de energia. Nesta sessão, a ministra explicou que estão ser procuradas fontes de financiamento para geradores não renováveis, mas sublinhou que está a decorrer um concurso para as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e entidades do setor da saúde, no âmbito dos programas que integram o Portugal 2030.

"Para geradores renováveis, nós abrimos um concurso no Sustentável 2030, que está aberto até 20 de janeiro de 2027, têm de ser geradores renováveis com baterias, portanto, painéis fotovoltaicos com baterias para as IPSS e entidades do setor social e da área da saúde", especificou.

Na mesma audição parlamentar, Maria da Graça Carvalho referiu também que o país tem agora maiores reservas de água e deu exemplos, incluindo a região do Algarve.

A governante apontou que as reservas em albufeira atingem os 77% e destacou por exemplo, o Guadiana (81%), Algarve (77%) e Odelouca (76%).

  • Fonte: Rádio Renascença
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