Caso Lindsay Clancy. Advogado pede que juiz a declare inocente após julgamento anulado

Caso Lindsay Clancy. Advogado pede que juiz a declare inocente após julgamento anulado

  • 10/09/2026 19:41
  • Redação

O julgamento foi declarado anulado na semana passada, com o júri a não conseguir chegar a um veredicto.

Clansy, de 36 anos, estrangulou Cora, de cinco anos, Dawson, de três, e Callan, de oito meses e tentou suicidar-se ao cortar os pulsos, o pescoço e atirar-se de uma janela do segundo andar da casa de família, ficando paralisada da cintura para baixo.

Em causa está a avaliação se foi um ato premeditado da mulher, quando pediu ao marido para cumprir dois recados e ficar sozinha com os filhos, ou se se tratou de uma psicose pós-parto.

O advogado insistiu que os novos documentos apresentados em tribunal não conseguem provar que a mãe sabia que aquilo que estava alegadamente a fazer errado.

Se precisa de ajuda ou tem dúvidas sobre este tipo de problemas, não deixe de contactar um médico especialista ou um dos vários serviços e linhas de apoio gratuitas, como a Saúde 24 (808 24 24 24), o SOS Voz Amiga (800 209 899), o SOS Criança (116 111), a Linha Jovem (800 208 020) ou o S.O.S. Adolescente (800 202 484).

"Nenhum júri racional poderia concluir, para além de qualquer dúvida razoável, que ela não sofria de nenhuma doença ou perturbação mental, quando as próprias provas apresentadas pela Commonwealth demonstraram que sofria", disse Reddington.

Embora os peritos da acusação e da defesa não tenham entrado em acordo, todos admitiram que Clancy estava, à data dos acontecimento, com um quadro de saúde mental grave.

A arguida continua acusada de homicídio e voltará a sentar-se no banco dos réus a 29 de setembro, para ser submetida à próxima audiência. Nessa data, poderá ser definida uma eventual data para um novo julgamento.

O advogado pediu por isso, pela terceira vez em julgamento, que se considerem as provas contra a antiga enfermeira insuficientes.

Este caso suscitou um debate sobre o tratamento da saúde mental no período pós-parto nos EUA e sobre a forma como o sistema judicial norte-americano lida com casos em que mães matam os filhos.

  • Fonte: Rádio Renascença
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