Estudo co-coordenado por Passos Coelho identifica "vários bloqueios" à economia "que se reforçam mutuamente"
- 11/09/2026 01:00
- Redação
Portugal cresceu, em média, apenas 1,1% ao ano desde 1999, um dos desempenhos mais fracos da União Europeia, e a falta de produtividade é apontada como o "problema central" e o principal obstáculo à convergência com as economias mais desenvolvidas.
Entre os principais entraves diagnosticados ao crescimento em Portugal estão as insuficiências ao nível do capital humano e da qualidade da gestão, o reduzido investimento em inovação, a pequena dimensão das empresas, a especialização produtiva, a falta de poupança e as dificuldades de financiamento.
O centralismo, a burocracia, a carga fiscal, a morosidade da Justiça, as dificuldades no acesso à habitação e as barreiras regulamentares são também apontados como entraves ao investimento, à mobilidade dos recursos e ao crescimento económico.
O estudo sublinha que "o problema central está na produtividade". Mesmo nos períodos de maior crescimento, a economia portuguesa avançou "sobretudo através do aumento do emprego", e não devido a ganhos significativos de produtividade.
Algumas áreas, como saúde, energia e mercados financeiros, continuarão a ser aprofundadas neste estudo, que conta com o apoio científico da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade do Porto.
Depois de identificados os principais bloqueios, a investigação vai centrar a segunda parte na identificação de reformas "capazes de alterar os incentivos que condicionam a afetação de trabalho, capital, poupança, investimento e recursos públicos".