Filipe Gouveia viu o 11 de Setembro desde Liverpool no dia em que o Boavista fez história na Champions

Filipe Gouveia viu o 11 de Setembro desde Liverpool no dia em que o Boavista fez história na Champions

  • 11/09/2026 13:30
  • Redação

Filipe Gouveia lembra o longo dia de incertezas antes de o Boavista fazer história na Liga dos Campeões, a 11 de setembro de 2001.

Foi o dia em que as Torres Gémeas caíram em Nova Iorque. Os portugueses viram em direto, pela televisão, às 13h48, o segundo avião colidir com o World Trade Center. Quem também estava colado ao ecrã era o plantel do Boavista, em Liverpool, horas antes de jogar com os "reds" para a Champions.

"Lembro-me perfeitamente que estava no hotel", recorda Filipe Gouveia, atualmente treinador e na altura médio do Boavista, em declarações a Bola Branca.

"Ligámos a televisão, então vimos praticamente em direto quando o segundo avião bateu na torre. Ficámos todos apreensivos. Por estarmos em Inglaterra, ficámos com um pouco de receio", conta.

No seu primeiro jogo na Champions de 2001/02, e já depois de ter sido cumprido um minuto de silêncio em honra das milhares de vítimas do 11 de Setembro, o Boavista empatou a um golo em Anfield Road. Elípidio Silva adiantou os axadrezados logo aos três minutos, mas Michael Owen empatou aos 29.

Foi a primeira vez que uma equipa portuguesa não saiu derrotada do reduto do Liverpool.

Uma partida que esteve em risco de não se realizar, como lembra Filipe Gouveia: "Não sabíamos se iria haver jogo. Acabámos por fazer o jogo mas, na altura, chegou a falar-se que seria adiado. Um dia triste para o mundo, mas que para nós foi até carismático e feliz."

O antigo médio também relata que, na altura, os jogadores ficaram "com medo de regressar a Portugal de avião", no dia seguinte ao jogo.

Há 25 anos, os EUA viveram o pior atentado terrorista da sua história, quando quatro aviões comerciais foram sequestrados por elementos da Al-Qaeda e dois deles atingiram as Torres Gémeas, do icónico World Trade Center, em Nova Iorque. Um pouco mais tarde, outro avião atingiu o Pentágono, em Washington, e um quarto aparelho despenhou-se na Pensilvânia. Morreram, ao todo, 2.996 pessoas.

  • Fonte: Rádio Renascença
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