Áudios, mensagens, alegadas ofertas milionárias. PJ investiga denúncias sobre arbitragem
- 11/09/2026 19:30
- Redação
De acordo com o "CM", foram encontradas mensagens em que é mencionada alegada chantagem, além de alegadas referências ao pagamento de prémios, inclusive de um milhão de euros para um dirigente da arbitragem, se determinados clubes fossem beneficiados ou se fossem escolhidos árbitros específicos para certos jogos.
Numa das mensagens, terá havido pressões para a escolha de um determinado árbitro para o FC Porto-Benfica da temporada passada, embora não fique claro de onde surgiu o pedido.
Aliás, a CMTV adianta que, numa mensagem, é revelado que, a dada altura, Luciano Gonçalves terá sido convidado a sair da presidência do Conselho de Arbitragem (CA), mas que não o teria feito por ter conhecimento de pressões a outros dirigentes da FPF sobre o árbitro do clássico.
O árbitro Hélder Malheiro, que esteve na origem da denúncia de Duarte Gomes, terá confirmado que o presidente do Conselho de Arbitragem, Luciano Gonçalves, lhe teria feito uma promessa de que ficaria na I Liga por mais uma época se beneficiasse o Estrela da Amadora.
A PJ também terá encontrado mensagens entre o ex-presidente do Estrela da Amadora, Paulo Lopo, e Luciano Gonçalves.
Numa mensagem de áudio, um árbitro revela à sua equipa de arbitragem que vai apitar determinado jogo, 15 dias antes de saírem as nomeações.
A PJ que, conforme relata o "CM", apreendeu toda a documentação relativa ao processo que correu no Conselho de Disciplina da FPF e às denúncias de Duarte Gomes, admite a possibilidade de o alegado conluio na arbitragem portuguesa com alguns clubes ser de maior dimensão.
O Conselho de Justiça da FPF acabou por arquivar o inquérito. Considerou provado que Luciano Gonçalves enviou uma mensagem a Hélder Malheiro, mas concluiu que “não foi possível determinar, com segurança, o contexto nem o significado da mensagem”, rejeitando que existissem elementos suficientes para afirmar que estivesse relacionada com alegadas promessas de manutenção de Hélder Malheiro na primeira categoria.
O instrutor entendeu que não foi produzida prova suficiente que permitisse concluir que Luciano Gonçalves tivesse facultado antecipadamente informação sobre a nomeação de árbitros ou que tenham existido nomeações efetuadas a pedido de qualquer clube.