Bulgária investiga incêndio num depósito de armas

Bulgária investiga incêndio num depósito de armas

  • 12/09/2026 11:04
  • Redação

A Bulgária está a investigar a causa de um incêndio num depósito de armas operado pela EMCO, uma empresa búlgara de produção de armamento.

As autoridades do país não excluem a possibilidade de sabotagem e uma ligação a um incêndio anterior noutra instalação da empresa em agosto, disse o ministro do Interior.

Não houve registo de feridos no incêndio, que começou perto da aldeia de Tsareva Livada e iluminou o céu noturno, de acordo com vídeos divulgados localmente. O incidente ocorreu semanas depois de uma explosão e incêndio noutro depósito de armas da EMCO, no oeste da Bulgária.

O ministro do Interior, Ivan Demerdzhiev, disse aos jornalistas este sábado que o incêndio estava controlado e que estava em curso uma investigação.

"Vamos analisar casos anteriores em que incêndios semelhantes ocorreram em armazéns desta empresa, bem como noutras empresas, a fim de procurar uma possível ligação ou um padrão semelhante", declarou o governante. "Não descartamos interferências externas".

Posteriormente, a EMCO afirmou, em comunicado, que o incêndio foi o resultado de sabotagem, citando mais de 10 incidentes semelhantes em empresas de defesa búlgaras desde 2011, embora não tenha identificado quaisquer suspeitos.

A EMCO é gerida pelo comerciante de armas búlgaro Emilian Gebrev, que, segundo as acusações da procuradoria búlgara, foi alvo de ataques às suas instalações por parte de agentes russos. Moscovo rejeitou as acusações.

O depósito armazenava principalmente munições, incluindo uma pequena quantidade de projécteis de calibre médio e, segundo a EMCO, não estava devidamente protegido pelas autoridades.

"Nenhuma investigação sobre os mais de dez incidentes semelhantes nas principais empresas do setor foi concluída", afirmou a empresa, acrescentando que o seu armazém foi inspecionado sete vezes desde o início do ano, sendo a última 20 dias antes.

A explosão ocorre numa altura de instabilidade na política búlgara, após a ascensão ao poder do primeiro-ministro Rumen Radev, em abril, com uma plataforma alinhada com o Kremlin.

Mas, em Junho, o recém-nomeado ministro da Defesa, Dimitar Stoyanov, afirmou que a Bulgária não iria fornecer mais armas à Ucrânia e instou Moscovo e Kiev a sentarem-se à mesa das negociações para pôr fim à guerra.

  • Fonte: Rádio Renascença
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