Farioli e os "episódios estranhos" frente ao Casa Pia. "As imagens estão aí e são claras"

Farioli e os "episódios estranhos" frente ao Casa Pia. "As imagens estão aí e são claras"

  • 12/09/2026 16:24
  • Redação

O treinador do FC Porto, Francesco Farioli, considera que houve "alguns episódios muito estranhos" na vitória sobre o Casa Pia, em Rio Maior, por 4-1, que permitiu aos campeões nacionais manter a liderança isolada do campeonato.

Em conferência de imprensa, após a partida da sexta jornada do campeonato, o técnico foi questionado sobre se tinha sido uma vitória "contra tudo e contra todos", e concordou.

"Sim, no sentido de ficarmos a perder quando nos primeiros 45 minutos tivemos várias oportunidades de qualidade, uma bola no ferro e, na primeira ou segunda vez que eles foram à nossa baliza, sofremos um golo. Também com alguns episódios muitos estranhos", comenta, acrescentando que teria ficado um penálti por marcar a favor do Porto.

Questionado, em declarações à Sport TV, sobre as "coisas estranhas" que terão acontecido em Rio Maior, Farioli remete para as repetições: "As imagens estão aí e são bastante claras, não é preciso dizer mais."

Ainda assim, o treinador italiano elogia a reação da equipa, que "não perdeu a cabeça", ao golo sofrido, tendo empatado ainda antes do intervalo e consumado a reviravolta, e depois a goleada, na segunda parte.

O FC Porto ganhou por 4-1 no terreno do Casa Pia e segurou a liderança isolada da I Liga, com 18 pontos de 18 possíveis, na jornada anterior ao clássico com o Benfica no Estádio do Dragão.

Análise: "Foi importante recuperar depois da derrota a meio da semana. A resposta foi positiva, a reação depois do golo. Foi bom, mantivemos a calma e o controlo. É um resultado importante, num campo difícil, em que várias coisas estranhas aconteceram."

Que coisas estranhas? "As imagens estão aí e são bastante claras, não é preciso dizer mais."

Bolas paradas: "É um elemento. Deu-nos a oportunidade de dar a volta. Nos primeiros 15 minutos, tivemos quatro ou cinco cantos seguidos e num deles devíamos ter tido um penálti a favor. Gerámos oportunidades. Foi uma consequência natural do que os jogadores fizeram ao longo da semana."

Defesas de Diogo Costa: "O Diogo é top, nada mais a dizer. Estamos muito felizes por o ter connosco."

Clássico com o Benfica: "Vamos começar a preparar amanhã de manhã. Vai ser um jogo importante e, a partir de amanhã de manhã, a nossa cabeça estará no clássico."

Victor Froholdt estará no clássico? "Ainda não sabemos, é dia a dia. É sempre uma situação que precisa de ser gerida com cuidado. Veremos nos próximos dias."

Vitória contra tudo e contra todos? "Sim, no sentido de ficarmos a perder quando nos primeiros 45 minutos tivemos várias oportunidades de qualidade, uma bola no ferro e, na primeira ou segunda vez que eles foram à nossa baliza, sofremos um golo. Também com alguns episódios muitos estranhos. A reação foi positiva, não perdemos a cabeça, fizemos o que tínhamos de fazer, recuperámos antes do intervalo, o que era super importante. Marcámos rapidamente na segunda parte e depois disso, tudo tomou um novo rumo, com impacto positivo dos jogadores que entraram. Foi um resultado importante."

Bolas paradas: "Digo com orgulho: é uma ferramenta que tivemos na temporada passada e que estamos a utilizar também nesta. Dedicamos muito tempo nos treinos a isto, os jogadores acreditam muito. Com tempo, qualidade e crença. É uma parte do jogo e é importante estarmos sempre ligados, defensiva e ofensivamente."

Transições consentidas: "Consentimos por erros grandes, como passes errados, decisões muito más. Ainda assim, foi em situações boas, com superioridade. E o Diogo ajudou-nos em algumas situações. Temos de estar muito mais atentos, porque é uma fase do jogo, especialmente para uma equipa que costuma ter a bola, em que é muito importante não consentir. E quando isso acontecer, ter uma estrutura para responder a isso — e um guarda-redes de topo, como nós temos."

Mudança de chip após derrota na Champions: "É sempre importante ganhar, é sempre importante depois de um jogo a meio da semana que sugou muitas energias físicas e mentais. O jogo da Champions foi enorme. Aqui o relvado não estava nas condições certas, seco, muito estranho. Num campo em que na temporada passada perdemos pontos, havia todas as condições para que tivéssemos um jogo difícil, e foi, mas a equipa mostrou maturidade, consistência e capacidade de reagir à adversidade."

Santi Giménez estreou-se a marcar, André Silva também fez golo: "É positivo que hoje os dois tenham marcado. O André de início e o Santi na segunda parte tiveram um impacto positivo. É sempre bom quando o ponta de lança marca. Também estamos à espera que o Samu regresse o mais cedo possível. Estamos a tentar ter o Santi na melhor forma possível, o André está a dar-nos grande continuidade e uma grande abordagem a tudo o que faz. Estamos felizes com o trabalho que fazem. Mas claro, o espaço para progresso que temos é a nível coletivo a individual."

Abordagem ao intervalo: "Foi muito precisa, nas coisas que tínhamos de fazer melhor, as situações que tínhamos de explorar com maior claridade. Não foi uma questão de motivação, a equipa estava super motivada para este jogo. Até agora, nestes meses que estou aqui, a equipa provou sempre ser muito matura e competitiva, liderada por um grupo de capitães que não deixa ninguém sentar-se. Ao intervalo, só tenho de fazer o meu trabalho como treinador."

Clássico com o Benfica: "O nível dos nossos rivais subiu. Já sabíamos isso, pelo mercado que fizeram, as decisões que tomara, um deles com mudança de treinador. Novas equipas, nova energia. A temporada passada já passou. Estamos num novo capítulo, é uma batalha nova para todos. A nossa preparação vai começar amanhã de manhã, para a equipa técnica vai ser já no autocarro. Temos uma semana para trabalhar e prepararmo-nos, para chegarmos ao Dragão, em frente aos nossos adeptos, com o espírito certo e o desejo de fazer uma grande exibição."

Bloco de cinco do Casa Pia: "Eles abordaram o jogo de forma muito diferente dos outros jogos todos, em que foram mais corajosos na pressão. Hoje foram muito mais conservadores. Nos outros jogos, tentavam sempre sair a jogar. Aqui, a bola mais curta foi de 60 metros, para tentarem ganhar as segundas bolas. Isso requereu algum tempo para nós para nos adaptarmos. Num relvado que não estava ao nível certo e que estava muito seco, era difícil encontrar combinações pelo meio e tivemos de explorar muito mais os flancos. Na segunda parte, com um pouco mais de velocidade, as coisas correram um pouco melhor que na primeira."

  • Fonte: Rádio Renascença
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