PCP acusa PS e Chega de estarem unidos em "não beliscar" grandes grupos económicos

PCP acusa PS e Chega de estarem unidos em "não beliscar" grandes grupos económicos

  • 12/09/2026 17:55
  • Redação

O secretário-geral do PCP acusou hoje PS e Chega de, apesar de trocarem acusações sobre a redução do IVA dos combustíveis, estarem unidos em "não beliscar" os lucros dos grupos económicos.

Paulo Raimundo, que falava durante uma iniciativa pela construção do hospital do Seixal, município do distrito de Setúbal gerido pela CDU (PCP/PEV), saudou a população, a Câmara e as juntas de freguesia por se baterem por essa obra, que, defendeu, "há 20 anos que faz falta".

"Enquanto outros andam a trocar acusações, enquanto outros estão a tentar empurrar responsabilidades uns para cima dos outros, aqui está esta população a exigir aquilo que tem direito, o direito à sua saúde e o direito à saúde de todos e para isso a exigência da construção do hospital", afirmou Paulo Raimundo.

O secretário-geral do PCP aproveitou a ocasião para se referir às trocas de acusações entre PS e Chega sobre as iniciativas dos respetivos partidos para reduzir o IVA dos combustíveis no atual contexto de aumento de preços.

"Neste dia em que estamos a ser confrontados com acusações do PS com o Chega, do Chega com o PS, sobre quem é que aprova ou quem é que não aprova as descidas do IVA, há uma coisa de que temos a certeza absoluta: é que quer o PS, quer o Chega, quer o próprio PS e o CDS nunca falharam, nunca hesitaram em nunca nos acompanharem naquilo que é morder os lucros dos grandes grupos económicos", apontou o secretário-geral do PCP.

Paulo Raimundo deu como exemplos as posições desses partidos "relativamente aos lucros da Galp, relativamente aos lucros da grande distribuição, relativamente aos lucros da banca" e considerou que "sobre isso estão todos unidos".

"Enquanto nós pagamos nos alimentos, nos combustíveis, na habitação o mais alto de que temos memória, enquanto nós pagamos e suportamos isso tudo, eles estão todos de acordo em não beliscar os lucros", reforçou Paulo Raimundo.

O secretário-geral do PCP colocou o partido como aquele que combate esses interesses, contra todos os outros, e que está ao lado da população.

"E, portanto, podem continuar nessa novela de troca de acusações. Aqui estamos, junto daquilo que importa, neste caso, com a população do Seixal, pela exigência do hospital e para a vida melhor que temos direito", declarou Paulo Raimundo.

  • Fonte: Rádio Renascença
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