Sépsis. A doença evitável que mata 10 milhões por ano em todo o mundo

Sépsis. A doença evitável que mata 10 milhões por ano em todo o mundo

  • 13/09/2026 04:00
  • Redação

Assina-se, este domingo, o Dia Mundial da Sépsis. A efeméride alerta para as consequências da doença que mata 10 milhões de pessoas por ano e, em Portugal, motivou a implementação de “vias verdes” nos serviços de urgência ainda pouco conhecidas dos portugueses.

Desde 2017 que os hospitais portugueses dispõem de uma via verde Sépsis que permite diagnosticar mais rapidamente pacientes com a doença.

“As manifestações destas infeções apresentam habitualmente sintomas atípicos sendo necessário que os médicos, bem como, os enfermeiros que assistem os doentes na triagem hospitalar estejam bastante atentos e bem treinados para o diagnóstico de infeção e para a possibilidade de sépsis. É fundamental quando há suspeita de sépsis”, alerta o clínico, esclarecendo a necessidade de uma via verde dedicada à doença nos serviços de urgência hospitalares.

Estima-se que a doença - que surge como resposta do corpo a um foco de infeção - afete 50 milhões de pessoas por ano em todo o mundo.

Mas Nuno Príncipe esclarece que a complicação de saúde pode ser evitada com cuidados de higiene, vacinação e atenção a qualquer sintoma de infeção.

“Tudo isto é evitável, desde que as pessoas tenham alguns cuidados de higiene pessoal. Por exemplo, se têm uma ferida, devem limpar bem a ferida, desinfetarem. Se a ferida estiver a ficar muito vermelha ou a ficar com purulência, procurarem apoios médicos, seja no centro de saúde, seja num serviço de urgência”, alerta o médico intensivista.

“Portanto, havendo estes cuidados todos, há possibilidades muito grandes de que tudo corra bem”, garante.

Por regra, a causa da doença é bacteriana. 75% dos casos tem origem na comunidade, 25% em ambiente hospitalar.

“A maioria das infeções que causam sépsis são infeções bacterianas. Mas também podemos ter a sépsis como ponto de partida em infeções, por exemplo, causadas por vírus”, reconhece o clínico dando o exemplo do “vírus da gripe”. “E há uns anos tivemos a Covid-19, por exemplo. Por isso, os vírus também podem ser agentes causadores de sépsis”.

“E, mais raramente, temos também fungos e parasitas. Ou seja, qualquer microrganismo que possa causar uma infeção”, explica lembrando que “caso haja uma resposta desregulada do nosso organismo à infeção, pode levar à sépsis”, conclui.

  • Fonte: Rádio Renascença
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