FC Porto diz-se alvo de "tentativa tão fraca quanto grave" de o colocar sob suspeita

FC Porto diz-se alvo de "tentativa tão fraca quanto grave" de o colocar sob suspeita

  • 13/09/2026 08:25
  • Redação

O Futebol Clube do Porto (FCP) acusa a CMTV de uma "tentativa tão fraca quanto grave" de colocar o clube sob suspeita, depois do canal de televisão ter passado este sábado uma nota de rodapé a indicar que os "azuis e brancos" estariam sob investigação da Polícia Judiciária, por pressões contra a nomeação de um árbitro.

Em causa a escolha de Fábio Veríssimo para o clássico entre FC Porto e Benfica a contar para a Taça de Portugal, em janeiro deste ano. O rodapé passou no canal enquanto se debatia em antena o caso de demissão de Duarte Gomes do cargo de diretor técnico de arbitragem.

Em comunicado, o FC Porto refere que "procurou-se transformar uma posição institucional conhecida por todos numa alegada interferência na arbitragem".

"É falso. Não é jornalismo, é fabricação. Não é informação, é hostilidade. E não foi um lapso: foi a escolha consciente de conhecer a verdade e contar o contrário", lê-se.

"O clube comunicou essa posição ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol, após ser conhecida a nomeação, reconhecendo expressamente a total independência do Conselho de Arbitragem. Não houve qualquer ação escondida, pressão clandestina ou interferência. Houve uma posição pública, frontal e fundamentada, publicada no dia 13 de janeiro e conhecida por todo o futebol português", explica o Porto, ironizando que "o grande «exclusivo» portanto, em descobrir, oito meses depois, um comunicado público e acrescentar-lhe um rodapé vermelho".

"Transformar uma contestação institucional numa conspiração não exige investigação, factos ou prova. Exige apenas imaginação, desespero e uma vontade permanente de colocar o FC Porto sob suspeita", lamenta o clube portuense.

A nota do FC Porto também deixa duras críticas à arbitragem dos mais recentes jogos dos "azuis e brancos". Para o clube, o nível de decisões "desde o início da época é lamentável".

"Nos restantes jogos, a sucessão de decisões infelizes tem encontrado, com uma regularidade que há muito deixou de ser episódica, o mesmo prejudicado: o FC Porto. É esta realidade, pública e documentada, que o clube denuncia, e não a interferência inventada por quem precisa de fabricar suspeitas onde apenas existe o exercício legítimo da defesa institucional", afirma.

No próximo domingo FC Porto e SL Benfica encontram-se, no âmbito da 7.ª jornada a contar para o campeonato. Um jogo que pode alterar as contas da liderança da tabela classificativa.

Para os "azuis e brancos", a proximidade deste clássico "parece despertar velhos reflexos em determinadas redações centralistas, onde a militância se sobrepõe demasiadas vezes ao rigor e o desejo de um determinado resultado se confunde com informação".

"O que o episódio [deste sábado] revelou não foi qualquer envolvimento do FC Porto. Revelou, isso sim, o grau de hostilidade e obsessão que se instalou em alguns espaços mediáticos, nos quais o nome, o emblema e a reputação do clube são utilizados como instrumentos de audiência, mesmo quando os factos dizem precisamente o contrário", diz o comunicado.

"O FC Porto está a avaliar o sucedido e adotará todas as medidas que se revelem necessárias e adequadas à proteção do seu bom nome, da sua reputação e da sua imagem institucional, não deixando de recorrer, para esse efeito, aos meios que considere legalmente adequados", acrescenta.

O clube termina a garantir que "aceita o escrutínio, a crítica e o contraditório", contudo rejeita "falsidades, insinuações ou campanhas que procuram manchar a instituição e transformar a defesa legítima dos seus interesses numa suspeita de interferência".

Continuaremos a falar. Continuaremos a questionar. Continuaremos a denunciar aquilo que consideramos errado e a defender o Futebol Clube do Porto com total firmeza. Aos que preferiam um FC Porto calado, resta-lhes habituarem-se. O escândalo não está no FC Porto. O escândalo está em conhecer a verdade e, mesmo assim, escolher contar o contrário", conclui o texto institucional.

  • Fonte: Rádio Renascença
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