Rui Borges: "Uma equipa que quer lutar pelo título não pode desligar por um segundo"
- 13/09/2026 18:40
- Redação
Rui Borges sublinha que uma equipa como o Sporting, que luta para ser campeão nacional, não pode desligar dos jogos nem por um minuto, como considera ter acontecido no empate (1-1) frente ao Famalicão.
"No único momento em que desligámos um bocadinho, saímos penalizados. É isso que temos de aprender, não pode acontecer numa equipa como o Sporting. Uma equipa que quer ganhar todos os jogos e lutar pelo título, não pode desligar seja por um segundo. Sai-nos caro. Já nos serviu outro jogo de aviso e hoje tornou a acontecer. Não pode", declara o treinador, em conferência de imprensa após o jogo deste domingo.
Apesar do empate sofrido a jogar contra dez unidades, Borges considera que o Sporting "teve uma atitude competitiva muito boa" e acabou caiu aos pés da má sorte: "A felicidade que o Famalicão não teve nas outras cinco jornadas, teve hoje no golo do empate. (...) Acabámos por ser infelizes num corte do Inácio em que a bola acaba por entrar para a baliza."
O Sporting caiu para terceiro lugar, após o empate com o Famalicão, a dois pontos do Benfica, segundo classificado, e a quatro do líder FC Porto.
Análise: "Controlámos o jogo do princípio ao fim da primeira parte. Entrámos na segunda parte com a mesma paciência, a mesma calma, instalámos o jogo no meio-campo do Famalicão, com cuidado e energia nas transições defensivas. Criámos várias situações de golo. Acabámos por sair penalizados. A felicidade que o Famalicão não teve nas outras cinco jornadas, teve hoje no golo do empate, no único lance do jogo em que tínhamos de ser mais agressivos e intensos. Não fomos e acabámos por ser infelizes num corte do Inácio em que a bola acaba por entrar para a baliza."
Arbitragem: "Não vou comentar, nunca o faço. Independentemente de ser a favor ou não, não vou estar aqui a comentar lances do jogo."
Autogolo: "Faltou-nos atitude competitiva num primeiro momento. No único minuto em que não tivemos energia e intensidade que deveríamos, saímos penalizados. É isso que temos de perceber. Não pode acontecer numa equipa como o Sporting. Independentemente de ser contra dez ou 11, tem mais a ver com a atitude competitiva no momento ali no lance do que propriamente ali no lance. O Inácio acaba por ser infeliz e o Famalicão acaba por ser feliz, há coisas que não controlamos."
Mudança de chip: "O chip estava mudado, a equipa teve uma atitude competitiva muito boa. A equipa teve um compromisso enorme, ligada do início ao fim. No único momento em que desligámos um bocadinho, saímos penalizados. É isso que temos de aprender, não pode acontecer numa equipa como o Sporting. Uma equipa que quer ganhar todos os jogos e lutar pelo título, não pode desligar seja por um segundo. Sai-nos caro. Já nos serviu outro jogo de aviso e hoje tornou a acontecer. Não pode."
Rodrigo Zalazar suplente: "O Zalazar esteve dois dias em casa doente, por isso e por opção acabou por começar no banco."
Perda de pontos em vésperas de clássico FC Porto-Benfica: "Estamos preocupados connosco. É um resultado que não queríamos para o nosso caminho. Temos de estar focados só no que temos de melhorar para o próximo jogo com o Arouca, em casa."
Golo sofrido ao cair do pano: "O Famalicão tem um lance na primeira parte em que o Rui Silva faz uma boa defesa, tirando isso o único lance que o Famalicão tem é este. Faltou-nos intensidade e agressividade nos encurtamentos num primeiro momento no lance à esquerda, fomos demasiado permissivos na tomada de decisão do Famalicão. Depois, a felicidade que tem faltado ao Famalicão nos últimos jogos, teve-a hoje. Acabou por ser feliz no golo, apenas e só. De resto, um jogo em que tivemos sempre o controlo. Entrámos bem nos primeiros 20, 25 minutos, a partir dali começámos a quebrar e a falhar alguns passes sem necessidade. Na segunda parte entrámos com alguma calma, tínhamos de trabalhar sobre o bloco curto e baixo do Famalicão, e fomos tentando e criando e acabámos por ser penalizados num lance do jogo."
Bloco fechado do Famalicão: "Estávamos à espera de um bloco médio à espera de transições, o Famalicão não é muito pressionante na primeira etapa de construção do adversário. Famalicão sempre à espera de uma segunda bola para contra-ataque e ataque rápido. Nós sempre muito bem, muito ligados nesse momento perigoso do jogo. Estivemos sempre ligados, até aos 90 minutos. Foi o único momento em que não tivemos essa intensidade e energia defensiva. Depois, tiveram alguma sorte que o Inácio, a tentar fazer o corte, desvia a bola para a baliza, mas é o jogo, temos de crescer nesse sentido."
Facilitismo no final: "A equipa teve um compromisso e uma atitude competitiva muito boa. Só que um minuto não podemos. Temos de estar 96, 97, 98 minutos, o que for, sempre ligados à corrente e com a energia em alta, não entrar em demasiado facilitismo. A única vez em que fomos mais permissivos e facilitámos na pressão ao portador da bola, fomos penalizados. É isso que temos de perceber e crescer, não pode acontecer numa equipa como o Sporting."
Como se explica o baixar dos níveis de concentração? "Não tem como explicar. Atitude competitiva muito bem, em termos defensivos muito bem, tanto que ao intervalo nem falei muito do aspeto defensivo, porque estávamos a anular o Famalicão nos contra-ataques e ataques rápidos. O Famalicão acaba por ser feliz na forma como chega ao golo, a felicidade que não teve noutros jogos teve hoje."
Empate em vésperas de clássico FC Porto-Benfica: "O Sporting está preocupado com si mesmo. Estamos a pensar no jogo com o Arouca, em casa, que queremos vencer antes da pausa para as seleções."