Governo reconhece que Cisjordânia está sob "verdadeiro cerco"
- 14/09/2026 09:08
- Redação
O chefe da diplomacia portuguesa considerou esta segunda-feira que as instituições palestinianas na Cisjordânia estão sujeitas a "um verdadeiro cerco" e a população está sob "uma pressão enorme", reiterando a condenação dos planos israelitas de expansão dos colonatos.
"Estamos a falar de um verdadeiro cerco. Há um conjunto de instituições palestinianas que permitiam, apesar de tudo, manter alguma funcionalidade da Autoridade Palestiniana e da sua sociedade civil", afirmou Paulo Rangel, numa declaração à imprensa com a homóloga palestiniana, Varsen Shahin, que recebeu no Palácio da Necessidades.
Paulo Rangel salientou que a situação na Cisjordânia "é, de facto, uma situação difícil".
"Para além de várias mortes, tem havido uma pressão enorme sobre a população. A economia não funciona, os impostos que pertencem à Palestina e eram arrecadados por Israel continuam sem ser entregues. Isso está a criar uma enorme paralisia. Significa 65% das receitas que a Palestina teria para cobrir as suas despesas e, portanto, é de facto um estrangulamento enorme", descreveu.