Pedro Duarte e a "nova" VCI:  "Não resolve tudo", mas é "ponto de viragem"

Pedro Duarte e a "nova" VCI: "Não resolve tudo", mas é "ponto de viragem"

  • 15/09/2026 03:00
  • Redação

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, revela que a autarquia irá celebrar uma série de protocolos para encontrar melhores soluções para a Via de Cintura Interna (VCI).

Pedro Duarte diz que as restrições à circulação de camiões na VCI, em vigor a partir desta terça-feira, constituem "um ponto de viragem", mas não deixa de alertar para o facto de que "os problemas de trânsito na VCI não vão terminar", uma vez que a "degradação", dos últimos anos, nas "capacidades de mobilidade dentro da cidade do Porto" é um problema "muito mais complexo e exige respostas mais estruturais".

Nesse sentido, o autarca revela que a Câmara irá "a curto prazo", celebrar com a Infraestruturas de Portugal (IP) "um conjunto de protocolos que visam encontrar alternativas à VCI", porque, diz, "não faz muito sentido termos uma autoestrada de atravessamento na cidade do Porto".

O autarca do Porto sublinha ser "muito importante que, no país, todos possam circular entre o Sul e o Norte e o Norte e o Sul", até "para a economia e para o bem-estar das pessoas", mas defende que tal "não tem que ser através de uma autoestrada que corta a cidade".

Noutro plano, o presidente da Câmara do Porto assume estar "confiante" no trabalho de fiscalização da PSP para a deteção dos veículos que poderão violar a proibição de circular na VCI.

Pedro Duarte confirma que fez um pedido ao Ministro da Administração Interna "para que, neste início, houvesse um reforço do acompanhamento do que acontece na VCI por parte da PSP", uma vez que será importante "que toda a gente compreenda que há uma nova regra", acreditando que haverá "resposta no terreno".

Quanto à forma como será feita a fiscalização, o autarca lembra que, mesmo antes da proibição entrar em vigor, "já existe monitorização por parte da polícia daquilo que se passa dentro da VCI". Depois, "do ponto de vista tecnológico, a plataforma" para registo dos pesados que estão dentro das exceções (carga ou descarga na cidade) "estará ligada à PSP".

"A polícia poderá com facilidade, através das matrículas, fazer o controlo". "Quando for visto um camião, se a matrícula não estiver registada, é porque está a infringir as regras e, portanto, será fácil para a PSP, julgo eu, poder autuar esses mesmos condutores e veículos", sublinha.

  • Fonte: Rádio Renascença
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