"Não quero voltar aos tempos dos dois ou três treinadores por época", avisa Zeferino Boal
- 15/09/2026 07:40
- Redação
Confiança absoluta em Rui Borges e no plantel. A posição de Zeferino Boal não poderia ser mais clara, depois do segundo empate da época e a poucos dias da receção ao Arouca, para a jornada 7. O antigo conselheiro leonino, atual presidente dos Leões de Portugal, assume sem hesitar o apoio ao atual treinador.
“De uma forma muito pragmática e muito simples, há razões mais do que evidentes para manter o Rui Borges", defende em Bola Branca.
"Acredito no treinador, acredito na sua competência. Obviamente que as coisas não se fazem de um momento para o outro; houve uma decisão estratégica enquadrada no trabalho que foi feito no passado. Apesar do insucesso desportivo da época passada, foi necessário fazer as alterações. Portanto, encaro com naturalidade; não quero é voltar ao tempo em que o Sporting, por época, tinha dois, três, quatro treinadores, e sempre a recomeçar o trabalho. Há que dar confiança à equipa técnica liderada pelo Rui Borges e também aos jogadores jovens que temos neste momento no plantel”, enfatiza.
O Sporting somou em Famalicão o segundo empate da época para o campeonato, com Gonçalo Inácio a introduzir a bola na própria baliza pelo segundo jogo consecutivo, algo que só tinha acontecido até hoje com Sebástian Coates. Se é verdade que frente ao Galatasaray (Liga dos Campeões) o autogolo não teve custos de maior, já em Famalicão o preço a pagar foram dois pontos e o consequente atraso face aos rivais Porto e Benfica. Na opinião de Zeferino Boal, a terapia face ao azar de Gonçalo Inácio, não está no banco de suplentes.
“Há decisões que foram tomadas e quem está por dentro saberá porquê. O Gonçalo Inácio foi escolhido para capitão pelo seu passado no Sporting, pelo seu sucesso desportivo, pela sua competência e pela sua responsabilidade. Pergunto se às vezes o mais fácil é tirar alguém que pode não estar no seu melhor momento e encostá-lo, que sinal se está a dar a todo o plantel? Portanto, quem está por dentro, quem trabalha com eles diariamente, saberá encontrar a melhor solução a nível de emoções e a nível psicológico para não fragilizar e não dar um sinal que pode ser prejudicial. Se o Gonçalo Inácio foi sempre idolatrado, não vai deixar de ser, por um momento, o menos feliz que esteja a atravessar”, sublinha.
Vem aí o clássico entre Porto e Benfica. Para o Sporting, o empate talvez seja o menor dos males, embora uma vitória dos encarnados no Dragão permitisse à equipa ficar a dois pontos da liderança. O presidente dos Leões de Portugal reconhece que o jogo no Dragão escapa ao controlo do Sporting, que tem de fazer pela vida e, frente ao Arouca, voltar às vitórias.
“Só é possível a vitória e mais nada, para mais num fim de semana em que há um clássico. Infelizmente, o futebol não permite que os dois contendores no Porto percam o jogo, não é possível atribuir zero pontos. Portanto, o Sporting só tem de fazer aquilo que é da sua responsabilidade, ter os três pontos” conclui.