Seinfeld alvo de contestação. Afinal o que disse o humorista sobre Israel e Palestina?
- 15/09/2026 11:37
- Redação
Longe vão os tempos em que Jerry Seinfeld era famoso apenas pelas tiradas humorísticas na série televisiva que tinha o seu próprio nome “Seinfeld”. O humorista vem a Portugal pela primeira vez, sendo o cabeça de cartaz do Commedia a La Carte Fest, que se realiza entre 29 de outubro e 1 de novembro.
De acordo com o alinhamento, são esperadas atuações de vários outros humoristas, internacionais e nacionais, entre os quais Herman José ou Pedro Tochas. Mas há outros, como Inês Aires Pereira, que chegaram a estar alinhados, mas depois cancelaram a presença. Porquê? Por não quererem fazer parte do mesmo cartaz que Seinfeld.
Dias depois do ataque, Seinfeld publicou, na sua conta de Instagram, uma fotografia de uma pessoa de costas, enrolada na bandeira israelita. Na legenda da publicação, Seinfeld escreveu que, quando tinha 16 anos, viveu e trabalhou em Israel e que sempre amou a sua pátria de ascendência. “O meu coração está partido com estes ataques e atrocidades”, escreveu, acrescentando que “acreditam na justiça, liberdade e igualdade”. “Eu estarei sempre do lado de Israel e do povo judeu”, rematou.
No mês seguinte, em junho de 2024, Seinfeld volta a ser alvo de contestação durante dois espetáculos que fez na Austrália. Em ambas as situações foram ouvidos cânticos e proferidas frases de apoio à Palestina. Segundo a imprensa australiana, na segunda noite em que foi interrompido, Seinfeld dirigiu-se a quem protestava, reconhecendo “fortes sentimentos políticos”, mas lamentou que eles não soubessem “onde os expressar”.
“Vocês acham que iam estragar-me a noite… Isso não me afeta, mas estão a estragar a noite de todas estas pessoas”, disse, acrescentando depois que gosta de quem protestou e que “só precisam de um pouco de orientação sobre onde usar a sua tremenda capacidade intelectual”.
As declarações de Seinfeld sobem de tom em setembro, de novo na Universidade de Duke. O humorista considera que a frase “Libertem a Palestina” é uma forma de “não admitir” o que realmente pensa quem a diz. “Digam só ‘eu não gosto de judeus’”, reforçou, comparando depois o movimento a favor da Palestina ao Ku Klux Klan.
Estas foram as declarações públicas mais relevantes de Seinfeld sobre Israel e Palestina. No entanto, nas redes sociais e na internet, são-lhe atribuídos outros testemunhos, nomeadamente, que teria afirmado que todos os palestinianos são terroristas, que teria defendido a morte de palestinianos ou que não teriam direito a um Estado.
Ora, não há evidência credível que Seinfeld tenha proferido declarações neste sentido.