Froome recorda acidente do ano passado. "Parti todas as costelas, implodiram no meu peito"

Froome recorda acidente do ano passado. "Parti todas as costelas, implodiram no meu peito"

  • 15/09/2026 12:56
  • Redação

O ciclista Chris Froome, campeão de quatro Tours de France, revelou que esteve "às portas da morte" no acidente que sofreu no ano passado e que o impediu de terminar a carreira a competir.

O britânico sofreu um grave acidente em agosto de 2025 durante um treino, em França, numa altura em que estava prestes a terminar contrato com a Israel-Premier Tech, aos 40 anos de idade.

O acidente foi de tal forma grave que Froome teve de ser transportado de helicóptero para o hospital. Um ano depois, numa entrevista à "Cyclingnews", o ex-voltista revelou finalmente a gravidade das lesões.

"Quase morri. Fiquei com o coração exposto porque parti todas as costelas, que implodiram no meu peito. Tenho placas de metal em cada uma das costelas para manter a caixa torácica aberta. Tenho o pulmão direito com muitos danos", conta.

Froome diz que estava "a esvair-se em sangue" e o que o salvou foi a rápida intervenção médica: "A ambulância chegou sete ou oito minutos depois do acidente. Acho que se não tivessem sido tão rápidos, não estaria aqui."

Quatro meses depois, tentou voltar à bicicleta, mas rapidamente percebeu que ainda era demasiado cedo. "Tive uma nova infeção na zona de uma das placas nas costelas, fui entubado e operado novamente."

"Só lá para o fim de fevereiro é que consegui retomar a bicicleta, aos poucos, mas só de forma recreativa. Saio para espairecer, estar com os meus amigos e divertir-me em cima da bicicleta", aponta.

Froome foi obrigado a colocar o ponto final na carreira de forma algo precipitada, depois de cinco temporadas de pouco sucesso na Israel Premier-Tech.

Os anos dourados do britânico foram com as cores da dominante Sky. Venceu quatro vezes a Volta a França, em 2013, 2015, 2016 e 2017, uma vez o Giro de Itália e duas vezes a Volta a Espanha.

O acidente impediu-o de fechar a carreira da forma que desejava, sem despedida e anúncio: "Em junho deste ano perguntaram-me se eu ainda tinha planos de correr. Eu disse que aquilo não era nenhum anúncio, mas que naquela altura, só estava feliz por estar vivo."

"Quase morri na bicicleta, foram meses e meses no hospital, com problemas médicos. Queria estar saudável outra vez, ter uma vida normal. Assumi que todos perceberam que eu iria parar. Até janeiro estive num hospital, não estava em condições de fazer anúncios ou eventos de relações públicas", conclui.

  • Fonte: Rádio Renascença
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